segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O nome em seu pulso - Helen Hiorns

E aí, galerinha. Tudo bem com vocês? 

Aqui está tudo ótimo!!!!

Então vamos de resenha?


Título: O Nome em seu pulso
Autora: Helen Hiorns
Páginas: 256
Compre na AMAZON
Sinopse: No mundo em que Corin vive, logo nos primeiros anos de vida o nome da sua alma gêmea é marcado para sempre no seu punho. A busca pela pessoa predestinada pode durar anos, até mesmo décadas. Mas e se você nunca encontrar essa pessoa? Ou se encontrar e simplesmente não amá-la? E se, como Corin, a última coisa que você quiser é ser encontrado? Com essa obra, a autora ganhou o prêmio Sony Young Movellist.



PORQUE QUANDO OS HOMENS ESCOLHEM SEMPRE FAZEM ISSO ERRADO

Minha opinião: O nome em seu pulso era um livro que eu queria ler há muito tempo, mas ele não é facilmente encontrado em qualquer esquina. Na verdade ele é tão difícil de encontrar que eu achei que ele se tratasse de uma edição independente. Isso e também o fato de essa capa ser tipo a coisa mais horrorosa na minha estante. Calma, gente. Claro que existem capas lindas de autores independentes. Mas a distribuição para um autor independente é difícil e a verba para pagar bons capistas nem sempre existe. Não estou menosprezando o trabalho dos autores que trabalham sem editora. Afinal, eu também optei por isso. Eu estava completamente enganada. O nome em seu pulso não é edição do autor e além disso ele é um livro premiado. Pois é! Mas nunca que nunca se eu visse essa capa na livraria seria atraída para esse livro. 


Mas como não é a gente que escolhe o livro e sim o livro que escolhe a gente, me vi muito atraída por essa história. E isso é totalmente compreensível. Adoro distopias e adoro romances, então não tinha como O Nome em seu pulso não fazer meu pulso coçar para eu liberar minhas moedas e comprá-lo.

 

O Nome em Seu Pulso é narrado em 1ª pessoa pela Corin. No tempo em que ela vive, tudo é definido pelo governo. Onde você vai estudar, em qual turma, quais matérias, qual especialização, onde trabalhará... Mas o foco do livro é que todo mundo possui um "Carpinomen" em seu pulso. Esse nome é recebido quando você ainda é muito jovem. E o nome ali é o da sua alma gêmea. Sua função é encontrar a pessoa que também possui seu nome e viver com ela feliz para sempre. 

Talvez aqui, os desconstruidões irão argumentar que esse livro é machista, sexista e problemático. Que afinal, com tantos assuntos para focar, a autora resolveu focar logo no romance. 
Bem minha gente, sinto em decepcionar vocês, mas eu não concordo. Na verdade eu acho que a autora foi muito feliz com essa escolha. Para mim O Nome em seu pulso é uma crítica muito forte a idealização dos romances. E cá entre nós, esse amor idealizado é uma forma de prisão e de manter a "sociedade" nos trilhos. Ou melhor, é uma boa forma de manter as mulheres presas. Presas a relacionamentos abusivos, presas na ideia de que devem salvar a relação, presas na ideia de que as outras mulheres são inimigas. 

E Corin não aceita nada disso. Ela não quer que ninguém defina o que ela deve ser, com quem deve andar e o que deve pensar. Então ela inventa que seu "Carpinomen" é TOMAS. O nome mais comum do local onde ela mora. E assim, ela pode ter vários namorados e sair com vários carinhas. Afinal ninguém sabe que tudo não passa de uma grande mentira. Isso porque o nome da sua alma gêmea deve ficar escondido e ser mostrado apenas na lua de mel. Cês sentiram a crítica aqui? 


Esse plano está dando certo até que Corin conhece Colt. Uma amizade nasce ali. E claro, como em toda boa distopia jovem, um romance surge ali. Mas e então... Será que Colt é o carpinomen de Corin? E será que ela é o de Colt? 

Confesso que passei todas as 256 páginas torcendo pela Corin. Sei que ela é uma personagem que não agrada muita gente. Aliás, esse foi um dos motivos que me fez querer ler essa obra. A quantidade de críticas que li a respeito da personagem ser uma rebelde sem causa e intragável. Não tenho como defender Corin. Ela é isso mesmo. Rebelde, mas ao mesmo tempo não sabe como lutar, é birrenta, briga com todo mundo, é mentirosa, preconceituosa... Mas ela é extremamente real e foge do papel menina boazinha que a maioria das protagonistas são. Além disso, me identifiquei muito com a Corin. Não hoje, claro que não. Mas a Gih adolescente foi mais Corin do que gostaria de confessar. Mesmo assim, eu mudei. E terminei o livro com a esperança de que isso pudesse acontecer com Corin... Ou não! Você vai ter que ler para saber. 

Além disso, o livro aborda vários assuntos, como depressão, suicidio, relacionamento abusivo... e lá para o final tem uma reviravolta de fazer cair os butiá do bolso. 

O romance é uma gracinha e Colt é um fofo. Quando ele apareceu eu pensei: babaca! Três linhas depois eu já estava querendo escrever o nome dele no meu pulso ahhahahaah 

A escrita da Helen é fluida, fácil, gostosa e ler esse livro foi como ouvir uma história muito boa contada por uma amiga muito querida. Corin apesar de todos os defeitos ganhou minha empatia e eu torci por ela do começo ao fim. 

Enfim, para mim, o único defeito de O Nome em seu pulso, mas que nem cheg a ser tão defeito porque não ligo tantooooo assim pra isso é que a capa é horrorosa. Isso só me deixa triste porque sei que a história poderia chegar a mais leitores se o capista tivesse caprichado um pouquinho mais. 

Então eu acho que você deve comentar aqui o que achou da resenha e correr para tentar encontrar esse livro em algum lugar. Se você gosta de escritas leves, mas que abordam temas importantes, esse é o livro que falta na sua estante. 

Um beijão e até a próxima! 

sábado, 7 de outubro de 2017

Vida e Morte - Stephenie Meyer

Olá, povo bom! Tudo bem com vocês? 

Aqui tudo está muito bem. Corrido como sempre, mas bem e no final é isso que importa não é? 

Mas então vamos parar de enrolação e vamos logo para a resenha. Bora? 

Título: Vida e Morte
Autora: Stephenie Meyer
Páginas: 391
Compre na AMAZON
SKOOB
Sinopse: O clássico de Stephenie Meyer revisitado 10 anos depois.
Novamente, os leitores vão se apaixonar pela arrebatadora história de amor de Bella e Edward... ou, quem sabe, será uma primeira vez. A edição especial de aniversário inclui um conteúdo extra e exclusivo: Vida e morte, nova versão em que autora inverte o gênero dos principais personagens.
Em Vida e morte os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor agora pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo “vira-vira”, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de um lado e Vida e morte de outro. Os milhares de fãs de Bella e Edward não vão querer perder a oportunidade de ver seus tão queridos personagens em novos papéis.
“Fico maravilhada que já se tenham passado 10 anos da primeira edição de Crepúsculo”, cometa a autora Stephenie Meyer. “Para mim, esse aniversário é uma comemoração dos fãs, que sempre foram inacreditavelmente dedicados e apaixonados.”



Minha opinião: Eu não sou fã de Crepúsculo. Mas quando saiu esse livro eu fiquei curiosa. Isso porque apesar de ter um certo pavor dos filmes, eu até que gosto dos livros - e acredito com todo o meu coração que a história deveria ter ficado apenas nas páginas, mas enfim... 

Então lá fui eu, juntar minhas moedas para adquirir esse livro. Mas ele não é nada prático de se ler, já que esta é uma edição especial que contém também o livro Crepúsculo. Ou seja, o bichinho pesa. Então demorei mais para ler do que eu gostaria, mas li. E isso que importa. 

Vida e Morte é basicamente a mesma história de Crepúsculo. Mas nesta versão, os gêneros de quase todos os personagens são trocados. O vampiro dessa vez, é uma vampira. É Edythe. E a humana em perigo, é um jovem rapaz chamado Beau. 

Logo no começo do livro, a autora explica um pouquinho sobre o motivo dela ter feito essa troca. E segundo Stephenie, ela quis provar que Bela não era apenas uma donzela em perigo e não havia machismo na história. Afinal, isso foi muito comentado já que Bela era uma personagem sem graça, chata e que vivia sendo salva. Então a autora quis provar que o mesmo aconteceria se Bela fosse um homem. Porque afinal, trata-se da história de um humano frágil vivendo cercado de super-heróis e super-vilões. Não sou eu quem estou dizendo isso. Quem diz isso é Meyer. 

Depois dessa introdução, conhecemos Beau. Que é basicamente Bela. Chato, desengonçado, sem graça. Após isso, conhecemos Edythe, que é basicamente Edward. Linda, reservada, sedenta por sangue e obviamente brilhante. Todo o desenvolver da história já nos é conhecido. Os dois se apaixonam, aparecem uns vampiros meio do mal, Beau precisa fugir... esse bláblá todo. 

Mas mesmo assim, eu curti acompanhar toda essa história novamente. Apesar de não ser fã de Crepúsculo, eu acho que Stephenie tem um jeito envolvente de contar uma história. Além disso, eu sabia que o final não seria igual, já que diferentemente de Crepúsculo, Vida e Morte não tem uma continuação. Então mesmo conhecendo a história, eu sabia que ela me levaria a um lugar diferente e eu estava bem curiosa sobre qual final seria esse. Foi um tanto clichê? Até que foi. Mas não foi de maneira nenhuma uma coisa sem graça. Talvez até prefira esse final ao outro. Mentira, esse é triste e não superei ele muito bem ahhaahaha Parece spoiler, mas não é ;) 

Um ponto bem negativo para mim na história, é que há muitos erros de revisão/digitação. O tempo todo se referem a Edythe como ele e a Beau como ela. Isso sem contar os erros com outros personagens. Então essa parte deixou muito a desejar. 



Falando sobre a justificativa da autora. Achei extremamente válida e me senti ainda mais atraída para ler o livro depois dela. Mas... É difícil explicar, mas vamos lá. 
Crepúsculo não funciona muito bem tendo uma vampira e um humano. Duvido muito que teria feito todo esse sucesso se essa fosse a história original. Nossa sociedade ainda gosta de definir os papéis de gênero como para a mulher o papel de donzela em perigo e para o homem o papel de salvador. Estamos recheados de referências a isso o tempo todo. Colocar um homem sofrendo por amor daquele jeito e abdicando de tudo por causa de uma vampira é bizarro. E mais bizarro ainda é descobrir que quando foi Bela isso foi totalmente aceito - não tanto, já que muitas críticas foram feitas. Mas enfim, Vida e Morte foi muito mais criticado.  
Não sei se vocês já viram um meme de uma capa de revista chamada Cláudio, onde eles fazem uma sátira com as matérias que são voltadas para o público feminino. E ela mostra o quanto seriam ridículas se fossem voltadas para os homens. E por fim, porque nós mulheres aceitamos ser tratadas daquele jeito. Vida e Morte foi para mim isso. Uma sátira que mostra que a gente ainda tem muito a evoluir. Não parece ter sido esse exatamente o intuito da autora, mas de certa forma, foi. 

Não acho que Vida e Morte funciona com todos os leitores, mas é sim, apesar de alguns pontos, um livro que eu indico. Se você é fã, talvez a história te incomode. Se não é, talvez não sinta desejo por ler essa história.  Mas acho que se você ir de mente e coração livres, talvez perceba algumas coisas que podem mudar a sua maneira de pensar. Afinal porque uma mulher em perigo faz mais sucesso que um homem em igual situação? Porque é que um homem que se diz perigoso e sedento por sangue parece sedutor e uma mulher com essas características é considerada bizarra? 

Então eu termino essa resenha enormeeeee dizendo que acho a leitura muito válida, desde que você leia com um olhar mais crítico. E por fim é isso. Obrigada por lerem minhas considerações. 

E agora me contem. Quem já leu? Concordam? Discordam? 

E se você curtiu a resenha, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

domingo, 1 de outubro de 2017

Uma dúvida cruel

"Fiquei sabendo que a Vivi começou a ficar com o Tavinho. 
'Otária! Babaca!' foi a primeira coisa que eu pensei. Quem é que cai na lábia daquele moleque? Bem, a Vivi caiu. E é duro confessar, mas eu também. A Vivi, claro, não sabe. Eu jamais confessaria em voz alta ter caído nos truques baratos daquele imbecil. 
O problema é que a Vivi não caiu. Ela se tirou na lama e está feliz rolando ali. Ela obviamente não sabe que está na lama. Para a coitada, ambos estão vivendo uma linda história de amor que será contada aos filhos. Vontade de sacudir minha amiga pelos cabelos. 'Que filhos, sua louca. Tavinho não quer filhos.'
Amiga, na verdade, é só o jeito de falar. Não falo com a Vivi há o quê? Dez anos? Mas todo dia eu me pergunto se não é hora de quebrar o silêncio. Afinal alguém precisa avisar que ela está sendo feita de trouxa. 
Mas permaneço em silêncio porque não sei se Vivi acreditaria em mim. 'Recalcada' ela gritaria ao mesmo tempo em que me expulsaria da casa dela a vassouradas. Já passei por isso uma vez. E eu era a moça da vassoura. Tavinho pode ter muitos defeitos, mas ele sabe muito bem se fingir de moço apaixonado. 
Mesmo não sendo íntima de Vivi, dói saber que no final ela vai quebrar a cara. Mas ao mesmo tempo não estou preparada para ser chamada de invejosa - até porque mesmo Tavinho sendo um cretino, eu bem que gostaria de estar rolando na lama ainda. 
Então o que eu posso fazer? 
Conto tudo ou deixo Vivi quebrar o coração sozinha? 
O coração dela ou minha cabeça partida a vassouradas?" Gislaine Oliveira

                   


Gislaine Oliveira já foi a moça "invejosa", já foi Vivi e também já foi Tavinho. Hoje ela apenas reúne todas essas histórias para divertir, inspirar e abrir os olhos de outras pessoas. Mas e você? Quem seria na história? Contaria tudo para a amiga ou deixaria que ela quebrasse o coração? O coração dela ou a sua cabeça? 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Apenas uma garota - Meredith Russo

E aí, povo bom. Tudo certo por aí? 

Aqui estou eu com mais uma resenha (fiquei toda toda ao ler alguns comentários dizendo que estavam sentido falta de minhas sinceresenhas hahahha). Meu ritmo de leitura está um pouquinho melhor, então nos próximos dias vamos falar um pouco mais sobre livros. \0/ 

O livro da vez é o "Apenas uma garota". Bora conhecer? 


Título: Apenas Uma Garota
Autora: Meredith Russo
Páginas: 240
Compre na AMAZON
SKOOB Sinopse: Prestes a entrar na vida adulta, Amanda Hardy acabou de mudar de cidade, mas a verdadeira mudança de sua vida vai ser encarar algo muito mais importante: a afirmação de sua identidade. Tudo que ela mais quer é viver como qualquer outra garota. E, embora acredite firmemente que toda mudança traz a promessa de um recomeço, ainda não se sente livre para criar laços afetivos. Até que ela conhece Grant, um garoto diferente de todos os outros. Ela não consegue evitar: aos poucos, vai permitindo que Grant entre em sua vida. Quanto mais eles convivem, mais ela se sente impelida a se abrir e revelar seu passado, mas ao mesmo tempo tem muito medo do que pode acontecer se ele souber toda a verdade. Porque o segredo que Amanda esconde é que ela era um menino.
Em seu romance de estreia, Meredith Russo retrata o processo de transição de uma adolescente transexual, parcialmente inspirada em suas próprias experiências. Enquanto traz à tona questões difíceis como dilemas existenciais, preconceito e bullying, o livro também fala de forma esperançosa e leve sobre amizade, descobertas e autoaceitação.


Minha opinião: Conheci esse livro antes mesmo dele chegar aqui no Brasil, porque a Lu do Balaio de Babados havia comentado sobre ele em uma coluna do blog. Assim que vi que a história tinha como protagonista uma garota trans, eu quis ler. Mas meu inglês era uma vergonha (ainda é, mas tá melhorando ahhaha) e eu tive que esperar o maldito ser traduzido. 

Mas o tempo passou e eu esqueci. Eis que nos últimos dias estava passeando no shopping e vi esse livro na vitrine da livraria. Corri e comprei sem ver o preço. Algo que não aconselho fazer já que o bendito me custou 44,90 no cartão de crédito. Coisas da vida. 

Comecei a ler no mesmo dia. E terminei no mesmo dia também. E já troquei ele ainda no dia. 

Apenas uma garota tem uma proposta muito importante. Colocar uma menina trans como protagonista de uma história. Isso é tão difícil de achar que é óbvio que o livro ganha muitos pontos aí. Ganha mais pontos por ter sido escrito por uma mulher trans e a modelo da capa também ser trans. Nem tenho palavras para dizer o quanto eu fico feliz por isso. 

Mas apesar de lutar pelo papel social da literatura no mundo, eu sei que literatura não é apenas isso. Se por um lado "Apenas uma garota" cumpre seu papel no sentido de representatividade, enquanto material literário ele é fraco até mesmo para distração. 

Não existe uma trama de verdade nessas páginas. É apenas uma garota que se muda e tenta começar de novo em outro lugar. Se tirarmos o fato dela ser trans, não há o que dizer sobre o livro. Dói dizer isso. Mas é a mais pura verdade. 

É difícil sentir simpatia pela personagem. É difícil sentir simpatia pelos personagens secundários. É difícil sentir qualquer coisa lendo esse livro. Simplesmente porque não existe uma história de verdade. Não existe personagens de verdade. 

No final do livro, há um recado da autora onde ela explica porque foi tão simples em sua escrita. Já desconfiava do motivo e até entendo. Mas para mim, que já estou bem adiantada no caminho da desconstrução, o "artifício" usado pela autora me incomodou. 

Claro que eu entendo a importância dele. E tenho certeza de que de certa forma, ele abrirá espaço para novos personagens trans. Mas eu não posso vir aqui e fingir que é uma delícia de história que vai te ensinar ou te divertir. 

Como vocês puderam perceber, quase não falei sobre a história. É porque não há o que falar. Infelizmente, apenas uma garota é apenas um livro. Apenas mais um livro. Não há nada a dizer. 

Mas se você tem interesse em ler ou então está um passo atrás na desconstrução, acho sim que você deve dar uma chance a ele. Afinal cada experiência de leitura é única e pode ser que você volte aqui para me contar que leu e percebeu muita coisa que eu não vi. Assim é a literatura. 

Só que eu vou indo, porque já falei demais. Alguém aqui já leu? Me contem!

E se você gostou da resenha, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

domingo, 17 de setembro de 2017

As Aventuras de Pi - Yann Martel

E aí, povo amado? Tudo bem com vocês? 

Finalmente eu li esse livro. Fazia muito tempo que eu queria lê-lo, principalmente depois que eu soube da polêmica envolvendo MAX E OS FELINOS. E agora, eis-me aqui para contar para vocês o que eu achei dessa história. 

Bora? 
Título: As Aventuras de Pi
Autor: Yann Martel 
Páginas: 424
Compre na AMAZON
SKOOB
Sinopse: Um dos romances mais importantes do século, As aventuras de Pi é uma narrativa singular de Yann Martel que se tornou um grande best-seller. O livro narra a trajetória do jovem Pi Patel, um garoto cuja vida é revirada quando seu pai, dono de um zoológico na Índia, decide embarcar em um navio rumo ao Canadá. Durante a viagem, um trágico naufrágio deixa o menino à deriva em um bote, na companhia insólita de um tigre-de-bengala, um orangotango, uma zebra e uma hiena. A luta de Pi pela sobrevivência ao lado de animais perigosos e sobre um imenso oceano é de uma força poucas vezes vista na literatura mundial.

Minha opinião: Se você ainda não leu o livro, é provável que já tenha visto o filme. Mas caso isso não tenha acontecido, vou falar um pouquinho sobre a história. 

Pi é um jovem adolescente que cresceu em um zoológico. Sua vida é muito boa naquele lugar, até que seu pai precisa vender o zoológico devido uma crise do país. Malas prontas, a sua família vai rumo ao Canadá em um navio. "A aventura começou", eram as palavras do seu irmão. Mal sabia ele, que para Pi a aventura ainda viria a acontecer. 

Uma noite, um grande temporal começa e por algum motivo (que jamais é descoberto) o navio afunda. Mas antes que isso aconteça, Pi se vê dentro de um bote salva vidas. 

Sua vida está salva! Será? O problema é que dentro deste bote está uma girafa e uma hiena. E pouco tempo depois, um tigre e uma orangotango entram dentro do bote também. E a loucura começa. 

Acredito não ser spoiler, já que a capa já mostra isso, mas com o passar dos dias, resta apenas Pi e o Tigre (Richard Parker). E agora é que a aventura começa de verdade. 

O enredo básico do livro é esse. E por ele, podemos entender porque a polêmica envolvendo o livro do Moacyr. É verdade que Pi é muito mais que isso. Assim como Max e os Felinos também é muito mais que a ideia de um felino e um menino em um barco. Mas ao encerrar o livro, não pude deixar de me sentir incomodada com muitos pontos que são bastante semelhantes. Mas se Moacyr não quis julgar Martel, quem sou eu para fazê-lo. Então deixemos a história do plágio de fora e vamos ao que interessa. 


As Aventuras de Pi é um livro de 424 páginas que poderia ter sido resumido em pelo menos 250. No começo do livro, temos descrições e descrições sobre a vida no mundo animal e isso tira um tempo imenso da vida do leitor, que convenhamos, leitor nenhum tem. Afinal a estante está cheia de novos livros para ler. Depois que a vida animal é revelada, temos ainda páginas e páginas falando sobre algumas religiões. Abordar esses assuntos é até compreensível, já que talvez o autor quisesse explicar determinadas atitudes dos animais ao longo da história e também explicar a relação de Pi com Deus. Mas convenhamos que isso não era realmente necessário para o desenvolver da história. 

Outro ponto que muito me incomodou é a forma como a história é contada. No começo do livro, um jovem escritor viaja à Índia em busca de uma ideia. É então que ele conhece Pi. E este lhe conta sua história. Então é como se toda a trama fosse contada por Pi e fosse de fato real. Saber que a ideia foi baseada* roubada do autor Scliar, torna isso bastante ridículo. 

Vale mencionar também que até metade e um pouco mais do livro, As aventuras de Pi é uma prova de resistência também para o leitor. Como mencionei no começo da resenha, o livro poderia ter sido reduzido há bem menos páginas. Então de certa forma, há momentos em que tudo se torna terrivelmente entediante. E é só com muito decorrer da história, que ficamos ligados em Pi e em Parker que lemos tudo em um ritmo mais agradável. 

Mas claro que há pontos positivos no livro. As Aventuras de Pi é um livro que abre espaço para muitas reflexões. Os animais eram mesmo animais ou tudo não passou de uma metáfora criada por Pi para que ele conseguisse conviver com todo o horror vivido nos mais de 200 dias de naufrágio? Afinal muita coisa aconteceu ali. Pi que era vegetariano, se viu obrigado a matar para poder sobreviver. 


Para quem é religioso, acho que existe um apelo muito grande nessa história. Há ainda a promessa de essa ser "uma história que te fará acreditar em Deus". Confesso que eu não percebi em momento algum deus na história (Seria o caso de ler 'Encontrando Deus em As Aventuras de Pi?'). Acredito em deus, apesar de não ser religiosa. Mas por ter uma visão um pouco diferente de tudo, os argumentos utilizados para mostrar a presença divina não me convencem. O que realmente me convenceu é o amor de um menino a deus. Isso sim é muito tocante. 

Vale ainda mencionar que durante a tragetória, Pi cresce muito. E eu realmente acredito que quando um personagem cresce, o leitor cresce junto. 


Também não podemos esquecer, que As Aventuras de Pi é um livro recheado de quotes e isso pra mim é algo bem bacana. Apesar de entender que bons quotes não fazem um livro bom. 

Logo após encerrar a leitura do livro, fui ver o filme. Desculpa Oscar, mas o livro é muito melhor, apesar de toda a enrolação. Acho que o filme quer ser algo muito grandioso, recheado de cenas bonitas e não foca tanto na aventura interna que os personagens passam. Mas entendemos que são mídias diferentes e cada uma funciona a sua maneira. 

Por fim, me resta dizer que As Aventuras de Pi não é nem de longe uma história ruim. Mas em minha humilde opinião, está muito longe de ser "um dos romances mais importantes do século". Então se você tem interesse em ler, vai lá. Mas caso não se sinta inclinado a isso, devo dizer que há outros livros bem melhores por aí. 

E com isso fico aqui. Alguém aqui já leu? Já viram o filme? Concordam? Me contem! 



E se você curtiu a postagem, compartilhe com os seus amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Prova de toga

Olá, meu povo amado, tudo bem com vocês??? 

Aqui estou eu para uma postagem um pouquinho diferente hahahha 

Não sei se todos sabem, mas eu cursava Marketing. E agora... E AGORAAAAAAA.... estou me formando hahahahah #Todoscomemoram 

Eu ainda quero fazer mais postagens sobre esse momento, mas hoje ainda estou emocionada demais com as fotos da prova de toga e não vou conseguir escrever hehehe. 

Mas claro que vim dividir esse momento com vocês. Bora lá? 





























Não coloquei todas as fotos aqui porque elas são muitas, então né? Mas acho que já deu pra sentir um pouquinho do momento, não deu? 

Como marketing mexe bastante com a parte da criatividade, eu quis fazer algumas fotos diferentes das tradicionais, e acho que consegui. 

Além disso, quis colocar nas fotos, um pouco sobre mim. Por isso as fotos com os livros e até a varinha do universo HP. Vocês gostaram? 

Por hoje é isso. Mas logo, logo, volto com mais posts sobre esse universo. 

Um beijão e até a próxima! 

sábado, 2 de setembro de 2017

Hal - Umi Ayase

Olá, povo amado, tudo bem com vocês? 

Hoje eu vim aqui para falar de um mangá. Isso mesmo! A Gih também lê mangás. Com menos frequência, é verdade, mas lê hahahha 

Bora conhecer essa história? 

Título: Hal 
Autor: Umi Ayase
Páginas: 184
Compre na AMAZON
SKOOB
Sinopse: Em um futuro não muito distante, pessoas convivem em harmonia com robôs humanoides. A jovem Kurumi passou a se isolar após perder o namorado em um acidente de avião e seu avô recorre ao uso de um robô para ajudá-la. E eis que Q-01 toma a forma de Hal e começa a interagir com a garota para que ela volte ao normal… Esta é a história de dois amantes que se preocupavam muito um com o outro…




Minha opinião: Assim que vi essa capa na banca já fiquei encantada. E quando li que era volume único, eu já estava passando o cartão de crédito na maquininha. Pois é, sou dessas :P Mas assim que terminei de ler, eu já estava trocando ele por outro :P Sou dessas hahahah 

Eu prefiro mangás de volume único (não sou rica pra comprar tipo a Coleção de Naturo - Mas bem que eu queria), mas nem sempre eu tenho sorte. E com Hal, acho que posso dizer que a sorte não esteve ao meu lado. 

Ele até que tem uma proposta bacana. Um universo onde os robôs convivem naturalmente com os humanos. Uma trama, onde há um casal apaixonado e um deles morre e um robô assume o lugar do outro. Uma história com uma reviravolta bem interessante. 

Mas achei que faltou desenvolvimento do casal. Tem toda a história ali: um casal apaixonado, a dor da perda, um robô tentando assumir o lugar do outro e aliviar a pessoa que ficou. Isso acontece. Mas acontece de uma forma tão rápida e sem graça, na minha opinião, que é como se não tivesse acontecido. 

Não há muito o que se falar do mangá em questão de história, porque posso dar spoiler. Mas acho que já ficou claro que eu não indico muito ele né? Ele custa 16,90 (o que pra mim é uma dinheirama hahahha), então acho que o dindin pode ser melhor aproveitado. Mas o mangá possui ilustrações fofas, vem com marcador e é de uma delicadeza só, em questão da parte física. Pena que o desenvolvimento da história não é. 


Também vale dizer que há o filme/anime. Aliás, o mangá é inspirado no filme e não o contrário. E devo dizer que eu preferi o filme. Acho que o romance é mais delicado e bonitinho ali. 

Mas então chega por hoje. Não ficou boa a resenha (ficou booooosta), mas é que não há muito o que falar. Se você tem esse mangá em casa, leia, claro, pra ele não ficar guardando poeira. Mas se sua intenção é só conhecer a história e descobrir o final, olha o filme que é bem mais rápido, prático, barato e convincente. 


Um beijão e até a próxima! 


PS: Estou morrendo de calor. Vou fazer uma reclamação com São Pedro, porque se ele não lembra,ainda estamos no inverno. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Saudade já nem sei se é a palavra certa...


"Dizem que saudade é a palavra mais bonita do português porque ela não existe em nenhum outro idioma. Mas eu não acho saudade tudo isso, porque nem quando eu repito mil vezes, ela expressa o que eu sinto por você." Gislaine Oliveira

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

3 suspenses para assistir na Netflix

E aí, meu povo amado, tudo bem com vocês? 

Hoje estou aqui para uma postagem muito útil. Todo mundo sabe o quanto é difícil escolher um bom filme na Netflix. Não que o catálogo seja ruim ou pequeno. Mas é que no meio de tantas opções e desorganização é difícil encontrar a escolha perfeita. 

Eu, fofa, meiga, a melhor pessoa do mundo que sou, vim com algumas dicas super legais para você poder aproveitar a vida fazendo outra coisa que não escolhendo algo para assistir. 

Bora lá? 

Tudo está indo muito bem para Adrian Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve a criança perfeita, e sua amante está bem com o caso dos dois escondido. Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Pior, o quarto é trancado por dentro e não tem nenhuma maneira de entrar ou sair. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior.

Confesso a vocês que sou apaixonada pelo Casas, então quando eu vi esse filme na lista de filmes de suspense eu me joguei. E que bela escolha que fiz. Sabe aquele filme que você termina e diz "quê?", mas quando as peças vão se encaixando na sua cabeça, você percebe que as respostas estavam ali o tempo inteiro? Esse é o filme. Com um enredo cheio de reviravoltas e atuações incríveis, "Um contratempo" se tornou a minha indicação carta na manga. Sabe quando você quer indicar um filme para todos os públicos e todas as situações? Esse é o filme. 
Um contratempo foge do clichê investigador durão e muitas cenas de ação. Ele é um suspense que mexe mais com a nossa cabeça, com as muitas possibilidades e versões que uma história pode ter. É aquele ditado. Quem conta um conto... 



Doug (Nick Jonas) é um homem jovem e bonito que está entrando em um jogo perigoso: ele acaba de se envolver com uma mulher casada, e nem imagina onde está se metendo: o marido é um banqueiro muito influente. Logo, uma morte suspeita e uma acusação vão fazer com que as coisas fiquem ainda mais complicadas.

Conselho de amiga: nunca acreditem nas sinopses da Netflix. Elas são as piores possíveis e nunca fazem jus aos filmes. Eu provavelmente não veria esse filme, mas quando vi a capa no catálogo da Netflix achei que o ator era o meu amor, Mario Casas, mas na verdade é o Nick Jonas. Perdoem a minha ignorância, mas os dois são muito parecidos (o Casas é mais velho, mas achei que esse fosse um filme antigo). 
Acho que o título dá um pouco de spoiler, mas ainda assim o filme é muito bacana. Assisti esse logo após olhar o filme acima, então eu estava um pouco mais esperta e não fui totalmente enganada. Mas mesmo assim, fui pega de surpresa em alguns momentos. 
É um suspense mais leve que Um Contratempo, por apresentar personagens mais jovens, mas ao mesmo tempo é um filme com mais ação. E você provavelmente vai roer algumas unhas. 
A única coisa que me incomodou foi a cena final, que se não estou enganada é uma cena pós crédito. Nossa, passei raiva com ela. Mas de resto, é uma ótima opção de filme. 



Um ladrão ataca um casal, terminando por matar a mulher e deixando o homem à beira da morte. Porém, ele sobrevive e a partir de então passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo algo que acontece poucos instantes antes. A partir de então ele parte em uma jornada pessoal a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la.

Amnésia é um filme que tem uma estrutura diferente. São duas narrativas. Uma é narrada de trás para frente nos acontecimentos e a outra é toda em preto e branco e acontece de forma cronológica. É um pouco confuso, mas é uma confusão muito bacana, pois permite que o espectador sinta um pouco o que o personagem sente. Quando uma cena acontece, nós ficamos tão perdidos quanto o personagem principal. Afinal, ele não lembra o que aconteceu antes daquela cena e nós não sabemos também. 
É interessante porque começamos a duvidar de tudo e todos o tempo inteiro. Inclusive, quando chegamos ao final do filme, ainda ficamos em dúvida se aquela era a resolução verdadeira. Tudo é possível, não é mesmo? 



Sei que todos os filmes aqui indicados são do mesmo gênero, mas eu realmente adoro filmes de suspense. Acho que é um gênero que agrada quase todo mundo e cai bem em praticamente todas as situações. Então se você ama suspense, se jogue nessas indicações. E se você não curte, larga de ser trouxa e solte seu lado Scooby Doo hahahha 

Ahhhh, também sei que não falei muitos detalhes sobre as histórias, mas em filmes de suspense, quanto mais você souber, melhor. 

E então é isso, meu povo. Essas são as minhas indicações de hoje. 

Se você tem alguma indicação bem legal, deixe aí nos comentários. E se já assistiu algum desses filmes, me conte o que achou. 

Um beijão e até a próxima! 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Obrigada por existir!


"As coisas andam muito difíceis aqui
Então hoje eu chorei
Achei que precisava de um abraço 
Recebi muitos afagos
Continuei chorando 
Pensei que um doce ajudaria 
Assaltei a geladeira
As lágrimas continuaram a cair 
Me aconselharam dormir
Me afoguei em sonhos, 
mas continuei aos prantos 
Achei que precisava de uma palavra amiga
Ouvi várias
Continuei a chorar 
Então você apareceu... 
Você só apareceu na minha memória é verdade, mas eu sorri mesmo assim
Fazia tanto tempo que você não aparecia
E aos poucos eu fui parando de chorar
Então muito obrigada por me consolar
Você pode pensar que não fez nada, 
mas acredite, você fez muito
Você existiu! 
E então quando lembrei disso, 
eu sorri. 
E tudo ficou um pouquinho mais fácil."

Gislaine Oliveira


Esteja onde estiver, obrigada por ter existido!








domingo, 13 de agosto de 2017

Will e Will - John Green e David Levithan

E aí, povo lindo, como vocês estão? Foram bem de dia dos pais? Parabéns a todos os papais que estão lendo o blog. Eu sei que vocês existem hahahha. 

Bem, mas minha homenagem a vocês termina aqui, pois agora vamos de resenha. 

Bora lá? 

Título: Will e Will 
Autores: John Green e David Levithan
Páginas: 352
Compre na AMAZON
Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.


 Minha Opinião: Will e Will foi meu primeiro contato com John Green, mas com o David eu já havia tido uma experiência maravilhosa em Todo Dia (RESENHA). Posso dizer que foi uma experiência bacana ler esse livro, mas nem em um milhão de anos ele superaria Todo Dia. Embora confesse a vocês que sempre terei um carinho muito grande por essa história por ela ter me acompanhando em um momento muito triste, mas muito feliz da minha vida. Sei que é confuso, mas é pessoal demais para explicar hahahah 

"A carência nunca é uma boa base para um relacionamento. Tem de ser muito mais que isso."

O livro Will e Will é narrado em primeira pessoa por dois garotos. Em um capítulo, temos a narração de Will Grayson. Logo a seguir, temos a narrativa sob o ponto de vista de Will Grayson. Isso mesmo, você não leu errado e não está louco. Bem, talvez esteja, mas não por esse motivo. É isso mesmo que você leu, são dois Wills. 

De um lado, temos o primeiro Will. Ele é um garoto bastante fechado, mas leva uma vida relativamente comum. Tem um melhor amigo que é o Tiny, o maior garoto mais gay que você respeita. Do outro lado, temos o outro Will. E com certeza é com o qual eu mais me identifiquei e ao mesmo tempo mais senti raiva. Will tem depressão e ele não tem muita certeza do que está fazendo nesse mundo. Will, eu também não sei. Mas Will segue mesmo assim. Pela família, pelos amigos (inexistentes), pelos sonhos que talvez possam aparecer. 

 "está sendo gentil, porque ainda não sabe quem eu sou, o que sou. Nunca retribuirei a gentileza. O melhor que posso fazer é dar a ele razões para desistir."

Mas em uma noite, os dois se encontram. E mesmo que eles não tenham criado um grande laço de amizade, há algo que os mantém unidos. Porque né galera, convenhamos que não é todo o dia que a gente conhece alguém com o nome da gente. 

É um pouco difícil falar sobre o que eu achei desse livro. Ele me incomodou muitas vezes. Os dois Wills são preconceituosos (mesmo um sendo gay e o outro sendo melhor amigo de um gay), ambos são mal educados, arrogantes, fechados e mal humorados. Mas ao mesmo tempo, Will e Will tem uma sutileza para abordar alguns assuntos que me fez gostar muito da história. 

"Agora eu entendo. Eu entendo. As coisas que você mais quer são aquelas que te destroem no final."

David Levithan abordou a depressão de uma forma muito realista. Há um momento da história em que um personagem diz que às vezes se sente deprimido. E o Will que vive com essa doença reflete sobre como é diferente "achar que está deprimido" e realmente ter depressão. É um trecho bem forte, mas necessário. David cê é o cara. 

Embora muitos leitores tenham se incomodado com a narrativa intercalada, eu gostei muito disso. Só me incomodou um pouco o fato de que os capítulos de um deles não tenha letras maiúsculas. Isso mexeu com o meu TOC. Mas não é motivo para não ler a história. 

"Ele é, ao mesmo tempo, a fonte da minha felicidade e a pessoa com quero partilhá-la."


Enfim, eu acho que não é necessário dizer que eu indico esse livro. É uma história simples, mas de uma delicadeza e ao mesmo tempo profundidade que a gente só consegue mergulhar muito tempo depois de ler. 

E por hoje é isso, meu povo. Vou parar por aqui porque a resenha está enormeeeeee. 

Se você já leu, me conte o que achou. E claro, não se esqueça de me contar o que achou da resenha. 

Um beijão e até a próxima!

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