terça-feira, 21 de novembro de 2017

Outro Dia - David Levithan

E aí, povo do bem. Tudo certinho com vocês? 

Cá estou para mais uma resenha e dessa vez é de um livro incrível. Afinal nem só de resenhas negativas eu vivo hahahhaha Bora lá?


Título: Outro Dia
Autor: David Levithan
Páginas: 322
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SKOOB
Sinopse: Um dos mais inovadores autores de livros jovem adulto e o primeiro a emplacar uma trama gay na lista do New York Times, David Levithan retoma a sua mais emblemática trama em "Outro Dia". Aqui, a já celebrada — com várias resenhas elogiosas — história de "Todo Dia" é mostrada sob o ponto de vista de Rhiannon. A jovem, presa em um relacionamento abusivo, conhece A, por quem se apaixona. Só que A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Mas embarcar nessa paixão também traz desafios para Rhiannon. Todos eles mostrados aqui.


Minha opinião: Quem me acompanha há mais tempo deve lembrar da resenha que fiz do livro Todo Dia. Foi um livro que mexeu muito comigo e que eu indiquei para todo mundo. 

Mas por algum motivo, nunca tive muito interesse em ler o livro Outro Dia. Mas eis que estou fazendo uma troca em um sebo e encontro esse livro. E eu pensei: por que não? 

Para quem leu o livro Todo Dia e espera uma continuação sinto em informar que esse livro não é isso. Outro Dia é a mesma história, porém desta vez narrado pela garota. 

Eu sei, eu sei. Também sou daquelas pessoas chatas que julgam os autores e editoras que visam apenas o lucro e que ficam criando apenas outros pontos de vista para a mesma história porque não são capazes de nada mais criativo. 

Porém, entretanto, todavia, Outro Dia não se encaixa nesta categoria de apenas lucro. Ele é muito além disso. Não é essencial para conhecermos a história. Mas acho que é essencial para entendermos a mesma. 

Ainda não gosto tanto assim de Rhiannon. Mas fui capaz de entendê-la um pouco mais. Fui capaz de entender os outros personagens de outra forma. A que para mim era perfeito, se mostrou, sob o ponto de vista de Rhi, uma pessoa um pouco diferente. Seu namorado, por outro lado, que parecia tão terrível aos olhos de A, se tornou um cara quebrado e possível de compreender ao olharmos para ele utilizando os olhos de Rhiannon. 

E isso foi muito bacana para mim, tanto enquanto autora, quanto enquanto leitora ou pessoa. É incrível como uma história pode mudar quando outra pessoa nos conta. É incrível como somos manipulados a enxergar apenas o que queremos, apenas o que querem nos mostrar. Ninguém é apenas uma coisa. Todos nós somos cheios de defeitos e qualidades. Às vezes achamos que uma pessoa é boa ou ruim, mas isso é apenas o que nos é mostrado. Somos mais do que apenas três letras. Resumir algo tão complexo, como nós mesmos e os outros, em apenas tão poucas características é inútil, pois não condiz com a verdade. 

Outro Dia foi um livro que eu não dava nada e terminou sendo o livro que acompanhado de Todo Dia eu indicarei para inúmeras pessoas. Ele vai muito além do que a maioria das histórias vão. Nada ali é verdade absoluta. Nada ali é imposto. Você vai terminar a leitura e algo terá mudado em você. Talvez não da mesma forma que mudou em mim. Mas talvez de alguma forma muito mais especial. 

Agora falando dados um pouco mais concretos do livro: 
Neste livro narrado em primeira pessoa conhecemos a Rhiannon. Ela vive um namoro complicado* até que um dia, seu namorado parece diferente e uma pessoa fantástica. No outro dia, ela conhece uma garota incrível. No dia seguinte, encontra uma estranha que parece sua amiga há anos. No próximo dia... Até que ela recebe uma informação: Todas essas pessoas que ela encontrou nos últimos dias são a mesma pessoa: A. 

Isso mesmo. Rhi conheceu alguém que é sempre a mesma pessoa, mas que todos os dias é outra pessoa. Alguém que todos os dias troca de corpo. Uma grande amizade e romance nasce ali. 

Será possível que o que sentimos pelos outros vá mesmo além das aparências? 

No livro anterior há um trecho que muito me incomodou, mas fico feliz em dizer que desta vez ele está fora. Para quem tem medo da história se tornar cansativa por se tratar do mesmo enredo, eu digo para ficar tranquilo. Como A e Rhiannon são pessoas muito diferentes e não tem tanta convivência física assim, é quase como se fossem duas histórias diferentes, apenas que se encontram em vários momentos. 

No final do livro Todo Dia eu chorei igual um bebezinho. Mas ao final de Outro Dia eu sorri. Sorri porque existe um pouquinho de esperança em cada um de nós. 

E por falar em esperança, eu tenho a esperança de que talvez David escreva a história sob o olhar do namorado da garota. Ele está longe de ser o cara dos sonhos. Mas está longe de ser o vilão pintado por A. Na verdade ele está mais perto de ser humano que apenas um personagem. 

Então eu fico por aqui, porque desta vez me estendi demaaaaaais. Por isso agradeço quem não desistiu e leu até o fim. Se você gostou, compartilhe com os amigos. E claro, não se esqueça de me contar se você já leu, se concorda ou se discorda de mim. 

Um beijão e até a próxima!


*Eu sei que quem vive um relacionamento abusivo muitas vezes não percebe. Mas de certa forma a Rhiannon percebe que tem algo muito errado naquela relação. Só que é impossível a gente não perceber que seu namorado também precisa de ajuda. Ele é terrível em muitos momentos? É, claro que é. Mas não dá para ignorar o fato de que ele também vive relações abusivas. E de maneira nenhuma eu estou dizendo para a gente ser condescendente com ele. É só para refletirmos o quanto o ciclo da violência acaba com a gente. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Horror na colina de Darrington - Marcus Barcelos

Eu sei, eu sei, galera. Ando sumida. É que a vida aqui anda uma loucura, cês não tem ideia. Mas pelo menos é uma loucura do bem. A vida está nos trilhos, mas não está andando, ela está voando. Comecei minha pós, estou com um trabalho novo, comecei alguns projetos profissionais, fui pedida em casamento, ...Ufa!!! Mas pelo menos tudo é maravilhoso e isso que importa hahhaha. 

O que não é maravilhoso é o livro que vou resenhar para vocês. Ela, sempre ela, voltando com suas polêmicas hahahha Não reclamem que eu sei que vocês gostam \0/ 

Bora lá? 
Título: Horror na Colina de Darrington
Autor: Marcus Barcelos
Páginas: 144
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SKOOB Sinopse: Em 2004, Benjamin Simons deixa o orfanato em que viveu desde a infância para ajudar alguns parentes num momento difícil: com sua tia debilitada e o tio trabalhando dia e noite, precisavam de alguém para tomar conta de sua prima Carla, de apenas cinco anos de idade.
No entanto, certa madrugada, a tranquilidade da colina de Darrington é interrompida por um estranho pesadelo, que vai tomando formas reais a cada minuto. Logo, Ben descobre-se preso numa casa que abriga mistérios, onde o inferno parece mais próximo e o mal possui uma força evidente.
Passaram-se mais de 10 anos. Isso tudo aconteceu quando Ben estava com dezessete anos, e foram experiências das quais ele preferia esquecer completamente…
Mas aquele passado o acompanha de perto. Ben sente que precisa voltar e sabe que, ou desvenda tudo ou sempre viverá com medo. Então, ele decide contar, e traz numa narrativa angustiante e rica em detalhes tudo o que viveu e todas as batalhas impensáveis que travou para tentar manter a si próprio e a jovem prima em segurança. E se descobre no centro de uma conspiração capaz de destruir até a sua própria sanidade.
Onde termina o inferno e começa a realidade?


Minha opinião: Esse foi um livro que me atraiu assim que foi lançado. Apesar de ser extremamente medrosa para filmes, eu amoooo livros de assustar. Então claro que assim que esse livro teve seu lançamento eu desejei ler. 

Mas como estou com um projeto de diminuição (quase que anulação) de compras de livros novos, esperei uma oportunidade para trocar no Skoob Plus. E aqui estou eu para contar a vocês como foi a experiência da minha leitura. 

Assim que peguei o livro em mãos tive certeza de que ia amar a leitura. Um livro assustador, com poucas páginas, ilustrado, letras grandes, nacional. Tinha como não amar? Tinha!!! 

Horror na Colina de Darrington não é nem de longe assustador. Um pouco tenso em alguns momentos, verdade seja dita, mas não assustador. 

Nele conhecemos o Ben que conta uma situação sinistra que viveu muitos anos atrás na casa dos seus tios. Na minha opinião o livro poderia ter encerrado aí. Quando sabemos que o garoto sobreviveu e está psicologicamente estável (talvez eu esteja sendo injusta aqui, pois dizer que ele está bem é um pouco forçado, mas enfim) já conseguimos perceber que grandes assombrações não passaram pela vida dele. 

Mesmo assim, quando ele chegou na Colina de Darrington, eu senti um arrepio subindo pela espinha. Quem era a mulher pendurada no teto? Mas o arrepio logo desceu. 

Esse livro, me lembrou da coleção "Arrepio" E "Goosebumps" que eu lia quando criança. Por sinal são ótimos. Então na minha opinião, não é que o livro de Marcus seja exatamente ruim. Só que ele foi vendido da maneira errada. A galera do marketing mandou lembranças. Adquiri o livro esperando por uma coisa. E não recebi. Desejo meus créditos do skoob de volta :P Acho que o livro pode funcionar muito bem para as crianças, pré adolescentes e adultos mais medrosos. Mas não funcionou comigo. 

Mas como sou cruel, polêmica, mas ainda assim, justa, não posso deixar de dizer que apesar de tudo, Horror na colina tem uma escrita que te envolve. Apesar da história não ser o que eu esperava, não consegui desgrudar do livro até o seu final. 

Falando em final, ele não é de todo ruim, mas isso não significa que ele seja bom. Temos uma reviravolta bem tosca e nada convincente, que para mim, simbolizou o medo do autor de não agradar e por isso ele resolveu virar a trama nas últimas linhas. 

Sinto muito, Marcus, não funcionou. 

Agora falando sobre a edição, realmente nem eu posso reclamar. O livro é lindo. O corte é preto, as páginas são grossas, a diagramação torna a leitura muito fácil e a capa é bastante atrativa. 

Por fim só me resta dizer que Horror na Colina de Darrington está longe de ser um livro assustador (para pessoas não tão medrosas) e poderia ter sido melhor desenvolvido. Mas sei que muita gente gostou e como eu disse, acho que funciona muito bem pra garotada mais jovem. Então se você tem curiosidade, vai lá. Se tudo der errado, pelo menos você terá um livro lindo na estante. 

Então por hoje é isso. Alguém aqui já leu? Concordam, discordam? 

Se você gostou da resenha, compartilhe com os amigos. Um beijão e até a próxima! 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O nome em seu pulso - Helen Hiorns

E aí, galerinha. Tudo bem com vocês? 

Aqui está tudo ótimo!!!!

Então vamos de resenha?


Título: O Nome em seu pulso
Autora: Helen Hiorns
Páginas: 256
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Sinopse: No mundo em que Corin vive, logo nos primeiros anos de vida o nome da sua alma gêmea é marcado para sempre no seu punho. A busca pela pessoa predestinada pode durar anos, até mesmo décadas. Mas e se você nunca encontrar essa pessoa? Ou se encontrar e simplesmente não amá-la? E se, como Corin, a última coisa que você quiser é ser encontrado? Com essa obra, a autora ganhou o prêmio Sony Young Movellist.



PORQUE QUANDO OS HOMENS ESCOLHEM SEMPRE FAZEM ISSO ERRADO

Minha opinião: O nome em seu pulso era um livro que eu queria ler há muito tempo, mas ele não é facilmente encontrado em qualquer esquina. Na verdade ele é tão difícil de encontrar que eu achei que ele se tratasse de uma edição independente. Isso e também o fato de essa capa ser tipo a coisa mais horrorosa na minha estante. Calma, gente. Claro que existem capas lindas de autores independentes. Mas a distribuição para um autor independente é difícil e a verba para pagar bons capistas nem sempre existe. Não estou menosprezando o trabalho dos autores que trabalham sem editora. Afinal, eu também optei por isso. Eu estava completamente enganada. O nome em seu pulso não é edição do autor e além disso ele é um livro premiado. Pois é! Mas nunca que nunca se eu visse essa capa na livraria seria atraída para esse livro. 


Mas como não é a gente que escolhe o livro e sim o livro que escolhe a gente, me vi muito atraída por essa história. E isso é totalmente compreensível. Adoro distopias e adoro romances, então não tinha como O Nome em seu pulso não fazer meu pulso coçar para eu liberar minhas moedas e comprá-lo.

 

O Nome em Seu Pulso é narrado em 1ª pessoa pela Corin. No tempo em que ela vive, tudo é definido pelo governo. Onde você vai estudar, em qual turma, quais matérias, qual especialização, onde trabalhará... Mas o foco do livro é que todo mundo possui um "Carpinomen" em seu pulso. Esse nome é recebido quando você ainda é muito jovem. E o nome ali é o da sua alma gêmea. Sua função é encontrar a pessoa que também possui seu nome e viver com ela feliz para sempre. 

Talvez aqui, os desconstruidões irão argumentar que esse livro é machista, sexista e problemático. Que afinal, com tantos assuntos para focar, a autora resolveu focar logo no romance. 
Bem minha gente, sinto em decepcionar vocês, mas eu não concordo. Na verdade eu acho que a autora foi muito feliz com essa escolha. Para mim O Nome em seu pulso é uma crítica muito forte a idealização dos romances. E cá entre nós, esse amor idealizado é uma forma de prisão e de manter a "sociedade" nos trilhos. Ou melhor, é uma boa forma de manter as mulheres presas. Presas a relacionamentos abusivos, presas na ideia de que devem salvar a relação, presas na ideia de que as outras mulheres são inimigas. 

E Corin não aceita nada disso. Ela não quer que ninguém defina o que ela deve ser, com quem deve andar e o que deve pensar. Então ela inventa que seu "Carpinomen" é TOMAS. O nome mais comum do local onde ela mora. E assim, ela pode ter vários namorados e sair com vários carinhas. Afinal ninguém sabe que tudo não passa de uma grande mentira. Isso porque o nome da sua alma gêmea deve ficar escondido e ser mostrado apenas na lua de mel. Cês sentiram a crítica aqui? 


Esse plano está dando certo até que Corin conhece Colt. Uma amizade nasce ali. E claro, como em toda boa distopia jovem, um romance surge ali. Mas e então... Será que Colt é o carpinomen de Corin? E será que ela é o de Colt? 

Confesso que passei todas as 256 páginas torcendo pela Corin. Sei que ela é uma personagem que não agrada muita gente. Aliás, esse foi um dos motivos que me fez querer ler essa obra. A quantidade de críticas que li a respeito da personagem ser uma rebelde sem causa e intragável. Não tenho como defender Corin. Ela é isso mesmo. Rebelde, mas ao mesmo tempo não sabe como lutar, é birrenta, briga com todo mundo, é mentirosa, preconceituosa... Mas ela é extremamente real e foge do papel menina boazinha que a maioria das protagonistas são. Além disso, me identifiquei muito com a Corin. Não hoje, claro que não. Mas a Gih adolescente foi mais Corin do que gostaria de confessar. Mesmo assim, eu mudei. E terminei o livro com a esperança de que isso pudesse acontecer com Corin... Ou não! Você vai ter que ler para saber. 

Além disso, o livro aborda vários assuntos, como depressão, suicidio, relacionamento abusivo... e lá para o final tem uma reviravolta de fazer cair os butiá do bolso. 

O romance é uma gracinha e Colt é um fofo. Quando ele apareceu eu pensei: babaca! Três linhas depois eu já estava querendo escrever o nome dele no meu pulso ahhahahaah 

A escrita da Helen é fluida, fácil, gostosa e ler esse livro foi como ouvir uma história muito boa contada por uma amiga muito querida. Corin apesar de todos os defeitos ganhou minha empatia e eu torci por ela do começo ao fim. 

Enfim, para mim, o único defeito de O Nome em seu pulso, mas que nem cheg a ser tão defeito porque não ligo tantooooo assim pra isso é que a capa é horrorosa. Isso só me deixa triste porque sei que a história poderia chegar a mais leitores se o capista tivesse caprichado um pouquinho mais. 

Então eu acho que você deve comentar aqui o que achou da resenha e correr para tentar encontrar esse livro em algum lugar. Se você gosta de escritas leves, mas que abordam temas importantes, esse é o livro que falta na sua estante. 

Um beijão e até a próxima! 

sábado, 7 de outubro de 2017

Vida e Morte - Stephenie Meyer

Olá, povo bom! Tudo bem com vocês? 

Aqui tudo está muito bem. Corrido como sempre, mas bem e no final é isso que importa não é? 

Mas então vamos parar de enrolação e vamos logo para a resenha. Bora? 

Título: Vida e Morte
Autora: Stephenie Meyer
Páginas: 391
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Sinopse: O clássico de Stephenie Meyer revisitado 10 anos depois.
Novamente, os leitores vão se apaixonar pela arrebatadora história de amor de Bella e Edward... ou, quem sabe, será uma primeira vez. A edição especial de aniversário inclui um conteúdo extra e exclusivo: Vida e morte, nova versão em que autora inverte o gênero dos principais personagens.
Em Vida e morte os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor agora pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo “vira-vira”, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de um lado e Vida e morte de outro. Os milhares de fãs de Bella e Edward não vão querer perder a oportunidade de ver seus tão queridos personagens em novos papéis.
“Fico maravilhada que já se tenham passado 10 anos da primeira edição de Crepúsculo”, cometa a autora Stephenie Meyer. “Para mim, esse aniversário é uma comemoração dos fãs, que sempre foram inacreditavelmente dedicados e apaixonados.”



Minha opinião: Eu não sou fã de Crepúsculo. Mas quando saiu esse livro eu fiquei curiosa. Isso porque apesar de ter um certo pavor dos filmes, eu até que gosto dos livros - e acredito com todo o meu coração que a história deveria ter ficado apenas nas páginas, mas enfim... 

Então lá fui eu, juntar minhas moedas para adquirir esse livro. Mas ele não é nada prático de se ler, já que esta é uma edição especial que contém também o livro Crepúsculo. Ou seja, o bichinho pesa. Então demorei mais para ler do que eu gostaria, mas li. E isso que importa. 

Vida e Morte é basicamente a mesma história de Crepúsculo. Mas nesta versão, os gêneros de quase todos os personagens são trocados. O vampiro dessa vez, é uma vampira. É Edythe. E a humana em perigo, é um jovem rapaz chamado Beau. 

Logo no começo do livro, a autora explica um pouquinho sobre o motivo dela ter feito essa troca. E segundo Stephenie, ela quis provar que Bela não era apenas uma donzela em perigo e não havia machismo na história. Afinal, isso foi muito comentado já que Bela era uma personagem sem graça, chata e que vivia sendo salva. Então a autora quis provar que o mesmo aconteceria se Bela fosse um homem. Porque afinal, trata-se da história de um humano frágil vivendo cercado de super-heróis e super-vilões. Não sou eu quem estou dizendo isso. Quem diz isso é Meyer. 

Depois dessa introdução, conhecemos Beau. Que é basicamente Bela. Chato, desengonçado, sem graça. Após isso, conhecemos Edythe, que é basicamente Edward. Linda, reservada, sedenta por sangue e obviamente brilhante. Todo o desenvolver da história já nos é conhecido. Os dois se apaixonam, aparecem uns vampiros meio do mal, Beau precisa fugir... esse bláblá todo. 

Mas mesmo assim, eu curti acompanhar toda essa história novamente. Apesar de não ser fã de Crepúsculo, eu acho que Stephenie tem um jeito envolvente de contar uma história. Além disso, eu sabia que o final não seria igual, já que diferentemente de Crepúsculo, Vida e Morte não tem uma continuação. Então mesmo conhecendo a história, eu sabia que ela me levaria a um lugar diferente e eu estava bem curiosa sobre qual final seria esse. Foi um tanto clichê? Até que foi. Mas não foi de maneira nenhuma uma coisa sem graça. Talvez até prefira esse final ao outro. Mentira, esse é triste e não superei ele muito bem ahhaahaha Parece spoiler, mas não é ;) 

Um ponto bem negativo para mim na história, é que há muitos erros de revisão/digitação. O tempo todo se referem a Edythe como ele e a Beau como ela. Isso sem contar os erros com outros personagens. Então essa parte deixou muito a desejar. 



Falando sobre a justificativa da autora. Achei extremamente válida e me senti ainda mais atraída para ler o livro depois dela. Mas... É difícil explicar, mas vamos lá. 
Crepúsculo não funciona muito bem tendo uma vampira e um humano. Duvido muito que teria feito todo esse sucesso se essa fosse a história original. Nossa sociedade ainda gosta de definir os papéis de gênero como para a mulher o papel de donzela em perigo e para o homem o papel de salvador. Estamos recheados de referências a isso o tempo todo. Colocar um homem sofrendo por amor daquele jeito e abdicando de tudo por causa de uma vampira é bizarro. E mais bizarro ainda é descobrir que quando foi Bela isso foi totalmente aceito - não tanto, já que muitas críticas foram feitas. Mas enfim, Vida e Morte foi muito mais criticado.  
Não sei se vocês já viram um meme de uma capa de revista chamada Cláudio, onde eles fazem uma sátira com as matérias que são voltadas para o público feminino. E ela mostra o quanto seriam ridículas se fossem voltadas para os homens. E por fim, porque nós mulheres aceitamos ser tratadas daquele jeito. Vida e Morte foi para mim isso. Uma sátira que mostra que a gente ainda tem muito a evoluir. Não parece ter sido esse exatamente o intuito da autora, mas de certa forma, foi. 

Não acho que Vida e Morte funciona com todos os leitores, mas é sim, apesar de alguns pontos, um livro que eu indico. Se você é fã, talvez a história te incomode. Se não é, talvez não sinta desejo por ler essa história.  Mas acho que se você ir de mente e coração livres, talvez perceba algumas coisas que podem mudar a sua maneira de pensar. Afinal porque uma mulher em perigo faz mais sucesso que um homem em igual situação? Porque é que um homem que se diz perigoso e sedento por sangue parece sedutor e uma mulher com essas características é considerada bizarra? 

Então eu termino essa resenha enormeeeee dizendo que acho a leitura muito válida, desde que você leia com um olhar mais crítico. E por fim é isso. Obrigada por lerem minhas considerações. 

E agora me contem. Quem já leu? Concordam? Discordam? 

E se você curtiu a resenha, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

domingo, 1 de outubro de 2017

Uma dúvida cruel

"Fiquei sabendo que a Vivi começou a ficar com o Tavinho. 
'Otária! Babaca!' foi a primeira coisa que eu pensei. Quem é que cai na lábia daquele moleque? Bem, a Vivi caiu. E é duro confessar, mas eu também. A Vivi, claro, não sabe. Eu jamais confessaria em voz alta ter caído nos truques baratos daquele imbecil. 
O problema é que a Vivi não caiu. Ela se tirou na lama e está feliz rolando ali. Ela obviamente não sabe que está na lama. Para a coitada, ambos estão vivendo uma linda história de amor que será contada aos filhos. Vontade de sacudir minha amiga pelos cabelos. 'Que filhos, sua louca. Tavinho não quer filhos.'
Amiga, na verdade, é só o jeito de falar. Não falo com a Vivi há o quê? Dez anos? Mas todo dia eu me pergunto se não é hora de quebrar o silêncio. Afinal alguém precisa avisar que ela está sendo feita de trouxa. 
Mas permaneço em silêncio porque não sei se Vivi acreditaria em mim. 'Recalcada' ela gritaria ao mesmo tempo em que me expulsaria da casa dela a vassouradas. Já passei por isso uma vez. E eu era a moça da vassoura. Tavinho pode ter muitos defeitos, mas ele sabe muito bem se fingir de moço apaixonado. 
Mesmo não sendo íntima de Vivi, dói saber que no final ela vai quebrar a cara. Mas ao mesmo tempo não estou preparada para ser chamada de invejosa - até porque mesmo Tavinho sendo um cretino, eu bem que gostaria de estar rolando na lama ainda. 
Então o que eu posso fazer? 
Conto tudo ou deixo Vivi quebrar o coração sozinha? 
O coração dela ou minha cabeça partida a vassouradas?" Gislaine Oliveira

                   


Gislaine Oliveira já foi a moça "invejosa", já foi Vivi e também já foi Tavinho. Hoje ela apenas reúne todas essas histórias para divertir, inspirar e abrir os olhos de outras pessoas. Mas e você? Quem seria na história? Contaria tudo para a amiga ou deixaria que ela quebrasse o coração? O coração dela ou a sua cabeça? 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Apenas uma garota - Meredith Russo

E aí, povo bom. Tudo certo por aí? 

Aqui estou eu com mais uma resenha (fiquei toda toda ao ler alguns comentários dizendo que estavam sentido falta de minhas sinceresenhas hahahha). Meu ritmo de leitura está um pouquinho melhor, então nos próximos dias vamos falar um pouco mais sobre livros. \0/ 

O livro da vez é o "Apenas uma garota". Bora conhecer? 


Título: Apenas Uma Garota
Autora: Meredith Russo
Páginas: 240
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SKOOB Sinopse: Prestes a entrar na vida adulta, Amanda Hardy acabou de mudar de cidade, mas a verdadeira mudança de sua vida vai ser encarar algo muito mais importante: a afirmação de sua identidade. Tudo que ela mais quer é viver como qualquer outra garota. E, embora acredite firmemente que toda mudança traz a promessa de um recomeço, ainda não se sente livre para criar laços afetivos. Até que ela conhece Grant, um garoto diferente de todos os outros. Ela não consegue evitar: aos poucos, vai permitindo que Grant entre em sua vida. Quanto mais eles convivem, mais ela se sente impelida a se abrir e revelar seu passado, mas ao mesmo tempo tem muito medo do que pode acontecer se ele souber toda a verdade. Porque o segredo que Amanda esconde é que ela era um menino.
Em seu romance de estreia, Meredith Russo retrata o processo de transição de uma adolescente transexual, parcialmente inspirada em suas próprias experiências. Enquanto traz à tona questões difíceis como dilemas existenciais, preconceito e bullying, o livro também fala de forma esperançosa e leve sobre amizade, descobertas e autoaceitação.


Minha opinião: Conheci esse livro antes mesmo dele chegar aqui no Brasil, porque a Lu do Balaio de Babados havia comentado sobre ele em uma coluna do blog. Assim que vi que a história tinha como protagonista uma garota trans, eu quis ler. Mas meu inglês era uma vergonha (ainda é, mas tá melhorando ahhaha) e eu tive que esperar o maldito ser traduzido. 

Mas o tempo passou e eu esqueci. Eis que nos últimos dias estava passeando no shopping e vi esse livro na vitrine da livraria. Corri e comprei sem ver o preço. Algo que não aconselho fazer já que o bendito me custou 44,90 no cartão de crédito. Coisas da vida. 

Comecei a ler no mesmo dia. E terminei no mesmo dia também. E já troquei ele ainda no dia. 

Apenas uma garota tem uma proposta muito importante. Colocar uma menina trans como protagonista de uma história. Isso é tão difícil de achar que é óbvio que o livro ganha muitos pontos aí. Ganha mais pontos por ter sido escrito por uma mulher trans e a modelo da capa também ser trans. Nem tenho palavras para dizer o quanto eu fico feliz por isso. 

Mas apesar de lutar pelo papel social da literatura no mundo, eu sei que literatura não é apenas isso. Se por um lado "Apenas uma garota" cumpre seu papel no sentido de representatividade, enquanto material literário ele é fraco até mesmo para distração. 

Não existe uma trama de verdade nessas páginas. É apenas uma garota que se muda e tenta começar de novo em outro lugar. Se tirarmos o fato dela ser trans, não há o que dizer sobre o livro. Dói dizer isso. Mas é a mais pura verdade. 

É difícil sentir simpatia pela personagem. É difícil sentir simpatia pelos personagens secundários. É difícil sentir qualquer coisa lendo esse livro. Simplesmente porque não existe uma história de verdade. Não existe personagens de verdade. 

No final do livro, há um recado da autora onde ela explica porque foi tão simples em sua escrita. Já desconfiava do motivo e até entendo. Mas para mim, que já estou bem adiantada no caminho da desconstrução, o "artifício" usado pela autora me incomodou. 

Claro que eu entendo a importância dele. E tenho certeza de que de certa forma, ele abrirá espaço para novos personagens trans. Mas eu não posso vir aqui e fingir que é uma delícia de história que vai te ensinar ou te divertir. 

Como vocês puderam perceber, quase não falei sobre a história. É porque não há o que falar. Infelizmente, apenas uma garota é apenas um livro. Apenas mais um livro. Não há nada a dizer. 

Mas se você tem interesse em ler ou então está um passo atrás na desconstrução, acho sim que você deve dar uma chance a ele. Afinal cada experiência de leitura é única e pode ser que você volte aqui para me contar que leu e percebeu muita coisa que eu não vi. Assim é a literatura. 

Só que eu vou indo, porque já falei demais. Alguém aqui já leu? Me contem!

E se você gostou da resenha, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

domingo, 17 de setembro de 2017

As Aventuras de Pi - Yann Martel

E aí, povo amado? Tudo bem com vocês? 

Finalmente eu li esse livro. Fazia muito tempo que eu queria lê-lo, principalmente depois que eu soube da polêmica envolvendo MAX E OS FELINOS. E agora, eis-me aqui para contar para vocês o que eu achei dessa história. 

Bora? 
Título: As Aventuras de Pi
Autor: Yann Martel 
Páginas: 424
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Sinopse: Um dos romances mais importantes do século, As aventuras de Pi é uma narrativa singular de Yann Martel que se tornou um grande best-seller. O livro narra a trajetória do jovem Pi Patel, um garoto cuja vida é revirada quando seu pai, dono de um zoológico na Índia, decide embarcar em um navio rumo ao Canadá. Durante a viagem, um trágico naufrágio deixa o menino à deriva em um bote, na companhia insólita de um tigre-de-bengala, um orangotango, uma zebra e uma hiena. A luta de Pi pela sobrevivência ao lado de animais perigosos e sobre um imenso oceano é de uma força poucas vezes vista na literatura mundial.

Minha opinião: Se você ainda não leu o livro, é provável que já tenha visto o filme. Mas caso isso não tenha acontecido, vou falar um pouquinho sobre a história. 

Pi é um jovem adolescente que cresceu em um zoológico. Sua vida é muito boa naquele lugar, até que seu pai precisa vender o zoológico devido uma crise do país. Malas prontas, a sua família vai rumo ao Canadá em um navio. "A aventura começou", eram as palavras do seu irmão. Mal sabia ele, que para Pi a aventura ainda viria a acontecer. 

Uma noite, um grande temporal começa e por algum motivo (que jamais é descoberto) o navio afunda. Mas antes que isso aconteça, Pi se vê dentro de um bote salva vidas. 

Sua vida está salva! Será? O problema é que dentro deste bote está uma girafa e uma hiena. E pouco tempo depois, um tigre e uma orangotango entram dentro do bote também. E a loucura começa. 

Acredito não ser spoiler, já que a capa já mostra isso, mas com o passar dos dias, resta apenas Pi e o Tigre (Richard Parker). E agora é que a aventura começa de verdade. 

O enredo básico do livro é esse. E por ele, podemos entender porque a polêmica envolvendo o livro do Moacyr. É verdade que Pi é muito mais que isso. Assim como Max e os Felinos também é muito mais que a ideia de um felino e um menino em um barco. Mas ao encerrar o livro, não pude deixar de me sentir incomodada com muitos pontos que são bastante semelhantes. Mas se Moacyr não quis julgar Martel, quem sou eu para fazê-lo. Então deixemos a história do plágio de fora e vamos ao que interessa. 


As Aventuras de Pi é um livro de 424 páginas que poderia ter sido resumido em pelo menos 250. No começo do livro, temos descrições e descrições sobre a vida no mundo animal e isso tira um tempo imenso da vida do leitor, que convenhamos, leitor nenhum tem. Afinal a estante está cheia de novos livros para ler. Depois que a vida animal é revelada, temos ainda páginas e páginas falando sobre algumas religiões. Abordar esses assuntos é até compreensível, já que talvez o autor quisesse explicar determinadas atitudes dos animais ao longo da história e também explicar a relação de Pi com Deus. Mas convenhamos que isso não era realmente necessário para o desenvolver da história. 

Outro ponto que muito me incomodou é a forma como a história é contada. No começo do livro, um jovem escritor viaja à Índia em busca de uma ideia. É então que ele conhece Pi. E este lhe conta sua história. Então é como se toda a trama fosse contada por Pi e fosse de fato real. Saber que a ideia foi baseada* roubada do autor Scliar, torna isso bastante ridículo. 

Vale mencionar também que até metade e um pouco mais do livro, As aventuras de Pi é uma prova de resistência também para o leitor. Como mencionei no começo da resenha, o livro poderia ter sido reduzido há bem menos páginas. Então de certa forma, há momentos em que tudo se torna terrivelmente entediante. E é só com muito decorrer da história, que ficamos ligados em Pi e em Parker que lemos tudo em um ritmo mais agradável. 

Mas claro que há pontos positivos no livro. As Aventuras de Pi é um livro que abre espaço para muitas reflexões. Os animais eram mesmo animais ou tudo não passou de uma metáfora criada por Pi para que ele conseguisse conviver com todo o horror vivido nos mais de 200 dias de naufrágio? Afinal muita coisa aconteceu ali. Pi que era vegetariano, se viu obrigado a matar para poder sobreviver. 


Para quem é religioso, acho que existe um apelo muito grande nessa história. Há ainda a promessa de essa ser "uma história que te fará acreditar em Deus". Confesso que eu não percebi em momento algum deus na história (Seria o caso de ler 'Encontrando Deus em As Aventuras de Pi?'). Acredito em deus, apesar de não ser religiosa. Mas por ter uma visão um pouco diferente de tudo, os argumentos utilizados para mostrar a presença divina não me convencem. O que realmente me convenceu é o amor de um menino a deus. Isso sim é muito tocante. 

Vale ainda mencionar que durante a tragetória, Pi cresce muito. E eu realmente acredito que quando um personagem cresce, o leitor cresce junto. 


Também não podemos esquecer, que As Aventuras de Pi é um livro recheado de quotes e isso pra mim é algo bem bacana. Apesar de entender que bons quotes não fazem um livro bom. 

Logo após encerrar a leitura do livro, fui ver o filme. Desculpa Oscar, mas o livro é muito melhor, apesar de toda a enrolação. Acho que o filme quer ser algo muito grandioso, recheado de cenas bonitas e não foca tanto na aventura interna que os personagens passam. Mas entendemos que são mídias diferentes e cada uma funciona a sua maneira. 

Por fim, me resta dizer que As Aventuras de Pi não é nem de longe uma história ruim. Mas em minha humilde opinião, está muito longe de ser "um dos romances mais importantes do século". Então se você tem interesse em ler, vai lá. Mas caso não se sinta inclinado a isso, devo dizer que há outros livros bem melhores por aí. 

E com isso fico aqui. Alguém aqui já leu? Já viram o filme? Concordam? Me contem! 



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Um beijão e até a próxima!