domingo, 17 de setembro de 2017

As Aventuras de Pi - Yann Martel

E aí, povo amado? Tudo bem com vocês? 

Finalmente eu li esse livro. Fazia muito tempo que eu queria lê-lo, principalmente depois que eu soube da polêmica envolvendo MAX E OS FELINOS. E agora, eis-me aqui para contar para vocês o que eu achei dessa história. 

Bora? 
Título: As Aventuras de Pi
Autor: Yann Martel 
Páginas: 424
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Sinopse: Um dos romances mais importantes do século, As aventuras de Pi é uma narrativa singular de Yann Martel que se tornou um grande best-seller. O livro narra a trajetória do jovem Pi Patel, um garoto cuja vida é revirada quando seu pai, dono de um zoológico na Índia, decide embarcar em um navio rumo ao Canadá. Durante a viagem, um trágico naufrágio deixa o menino à deriva em um bote, na companhia insólita de um tigre-de-bengala, um orangotango, uma zebra e uma hiena. A luta de Pi pela sobrevivência ao lado de animais perigosos e sobre um imenso oceano é de uma força poucas vezes vista na literatura mundial.

Minha opinião: Se você ainda não leu o livro, é provável que já tenha visto o filme. Mas caso isso não tenha acontecido, vou falar um pouquinho sobre a história. 

Pi é um jovem adolescente que cresceu em um zoológico. Sua vida é muito boa naquele lugar, até que seu pai precisa vender o zoológico devido uma crise do país. Malas prontas, a sua família vai rumo ao Canadá em um navio. "A aventura começou", eram as palavras do seu irmão. Mal sabia ele, que para Pi a aventura ainda viria a acontecer. 

Uma noite, um grande temporal começa e por algum motivo (que jamais é descoberto) o navio afunda. Mas antes que isso aconteça, Pi se vê dentro de um bote salva vidas. 

Sua vida está salva! Será? O problema é que dentro deste bote está uma girafa e uma hiena. E pouco tempo depois, um tigre e uma orangotango entram dentro do bote também. E a loucura começa. 

Acredito não ser spoiler, já que a capa já mostra isso, mas com o passar dos dias, resta apenas Pi e o Tigre (Richard Parker). E agora é que a aventura começa de verdade. 

O enredo básico do livro é esse. E por ele, podemos entender porque a polêmica envolvendo o livro do Moacyr. É verdade que Pi é muito mais que isso. Assim como Max e os Felinos também é muito mais que a ideia de um felino e um menino em um barco. Mas ao encerrar o livro, não pude deixar de me sentir incomodada com muitos pontos que são bastante semelhantes. Mas se Moacyr não quis julgar Martel, quem sou eu para fazê-lo. Então deixemos a história do plágio de fora e vamos ao que interessa. 


As Aventuras de Pi é um livro de 424 páginas que poderia ter sido resumido em pelo menos 250. No começo do livro, temos descrições e descrições sobre a vida no mundo animal e isso tira um tempo imenso da vida do leitor, que convenhamos, leitor nenhum tem. Afinal a estante está cheia de novos livros para ler. Depois que a vida animal é revelada, temos ainda páginas e páginas falando sobre algumas religiões. Abordar esses assuntos é até compreensível, já que talvez o autor quisesse explicar determinadas atitudes dos animais ao longo da história e também explicar a relação de Pi com Deus. Mas convenhamos que isso não era realmente necessário para o desenvolver da história. 

Outro ponto que muito me incomodou é a forma como a história é contada. No começo do livro, um jovem escritor viaja à Índia em busca de uma ideia. É então que ele conhece Pi. E este lhe conta sua história. Então é como se toda a trama fosse contada por Pi e fosse de fato real. Saber que a ideia foi baseada* roubada do autor Scliar, torna isso bastante ridículo. 

Vale mencionar também que até metade e um pouco mais do livro, As aventuras de Pi é uma prova de resistência também para o leitor. Como mencionei no começo da resenha, o livro poderia ter sido reduzido há bem menos páginas. Então de certa forma, há momentos em que tudo se torna terrivelmente entediante. E é só com muito decorrer da história, que ficamos ligados em Pi e em Parker que lemos tudo em um ritmo mais agradável. 

Mas claro que há pontos positivos no livro. As Aventuras de Pi é um livro que abre espaço para muitas reflexões. Os animais eram mesmo animais ou tudo não passou de uma metáfora criada por Pi para que ele conseguisse conviver com todo o horror vivido nos mais de 200 dias de naufrágio? Afinal muita coisa aconteceu ali. Pi que era vegetariano, se viu obrigado a matar para poder sobreviver. 


Para quem é religioso, acho que existe um apelo muito grande nessa história. Há ainda a promessa de essa ser "uma história que te fará acreditar em Deus". Confesso que eu não percebi em momento algum deus na história (Seria o caso de ler 'Encontrando Deus em As Aventuras de Pi?'). Acredito em deus, apesar de não ser religiosa. Mas por ter uma visão um pouco diferente de tudo, os argumentos utilizados para mostrar a presença divina não me convencem. O que realmente me convenceu é o amor de um menino a deus. Isso sim é muito tocante. 

Vale ainda mencionar que durante a tragetória, Pi cresce muito. E eu realmente acredito que quando um personagem cresce, o leitor cresce junto. 


Também não podemos esquecer, que As Aventuras de Pi é um livro recheado de quotes e isso pra mim é algo bem bacana. Apesar de entender que bons quotes não fazem um livro bom. 

Logo após encerrar a leitura do livro, fui ver o filme. Desculpa Oscar, mas o livro é muito melhor, apesar de toda a enrolação. Acho que o filme quer ser algo muito grandioso, recheado de cenas bonitas e não foca tanto na aventura interna que os personagens passam. Mas entendemos que são mídias diferentes e cada uma funciona a sua maneira. 

Por fim, me resta dizer que As Aventuras de Pi não é nem de longe uma história ruim. Mas em minha humilde opinião, está muito longe de ser "um dos romances mais importantes do século". Então se você tem interesse em ler, vai lá. Mas caso não se sinta inclinado a isso, devo dizer que há outros livros bem melhores por aí. 

E com isso fico aqui. Alguém aqui já leu? Já viram o filme? Concordam? Me contem! 



E se você curtiu a postagem, compartilhe com os seus amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Prova de toga

Olá, meu povo amado, tudo bem com vocês??? 

Aqui estou eu para uma postagem um pouquinho diferente hahahha 

Não sei se todos sabem, mas eu cursava Marketing. E agora... E AGORAAAAAAA.... estou me formando hahahahah #Todoscomemoram 

Eu ainda quero fazer mais postagens sobre esse momento, mas hoje ainda estou emocionada demais com as fotos da prova de toga e não vou conseguir escrever hehehe. 

Mas claro que vim dividir esse momento com vocês. Bora lá? 





























Não coloquei todas as fotos aqui porque elas são muitas, então né? Mas acho que já deu pra sentir um pouquinho do momento, não deu? 

Como marketing mexe bastante com a parte da criatividade, eu quis fazer algumas fotos diferentes das tradicionais, e acho que consegui. 

Além disso, quis colocar nas fotos, um pouco sobre mim. Por isso as fotos com os livros e até a varinha do universo HP. Vocês gostaram? 

Por hoje é isso. Mas logo, logo, volto com mais posts sobre esse universo. 

Um beijão e até a próxima! 

sábado, 2 de setembro de 2017

Hal - Umi Ayase

Olá, povo amado, tudo bem com vocês? 

Hoje eu vim aqui para falar de um mangá. Isso mesmo! A Gih também lê mangás. Com menos frequência, é verdade, mas lê hahahha 

Bora conhecer essa história? 

Título: Hal 
Autor: Umi Ayase
Páginas: 184
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Sinopse: Em um futuro não muito distante, pessoas convivem em harmonia com robôs humanoides. A jovem Kurumi passou a se isolar após perder o namorado em um acidente de avião e seu avô recorre ao uso de um robô para ajudá-la. E eis que Q-01 toma a forma de Hal e começa a interagir com a garota para que ela volte ao normal… Esta é a história de dois amantes que se preocupavam muito um com o outro…




Minha opinião: Assim que vi essa capa na banca já fiquei encantada. E quando li que era volume único, eu já estava passando o cartão de crédito na maquininha. Pois é, sou dessas :P Mas assim que terminei de ler, eu já estava trocando ele por outro :P Sou dessas hahahah 

Eu prefiro mangás de volume único (não sou rica pra comprar tipo a Coleção de Naturo - Mas bem que eu queria), mas nem sempre eu tenho sorte. E com Hal, acho que posso dizer que a sorte não esteve ao meu lado. 

Ele até que tem uma proposta bacana. Um universo onde os robôs convivem naturalmente com os humanos. Uma trama, onde há um casal apaixonado e um deles morre e um robô assume o lugar do outro. Uma história com uma reviravolta bem interessante. 

Mas achei que faltou desenvolvimento do casal. Tem toda a história ali: um casal apaixonado, a dor da perda, um robô tentando assumir o lugar do outro e aliviar a pessoa que ficou. Isso acontece. Mas acontece de uma forma tão rápida e sem graça, na minha opinião, que é como se não tivesse acontecido. 

Não há muito o que se falar do mangá em questão de história, porque posso dar spoiler. Mas acho que já ficou claro que eu não indico muito ele né? Ele custa 16,90 (o que pra mim é uma dinheirama hahahha), então acho que o dindin pode ser melhor aproveitado. Mas o mangá possui ilustrações fofas, vem com marcador e é de uma delicadeza só, em questão da parte física. Pena que o desenvolvimento da história não é. 


Também vale dizer que há o filme/anime. Aliás, o mangá é inspirado no filme e não o contrário. E devo dizer que eu preferi o filme. Acho que o romance é mais delicado e bonitinho ali. 

Mas então chega por hoje. Não ficou boa a resenha (ficou booooosta), mas é que não há muito o que falar. Se você tem esse mangá em casa, leia, claro, pra ele não ficar guardando poeira. Mas se sua intenção é só conhecer a história e descobrir o final, olha o filme que é bem mais rápido, prático, barato e convincente. 


Um beijão e até a próxima! 


PS: Estou morrendo de calor. Vou fazer uma reclamação com São Pedro, porque se ele não lembra,ainda estamos no inverno. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Saudade já nem sei se é a palavra certa...


"Dizem que saudade é a palavra mais bonita do português porque ela não existe em nenhum outro idioma. Mas eu não acho saudade tudo isso, porque nem quando eu repito mil vezes, ela expressa o que eu sinto por você." Gislaine Oliveira

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

3 suspenses para assistir na Netflix

E aí, meu povo amado, tudo bem com vocês? 

Hoje estou aqui para uma postagem muito útil. Todo mundo sabe o quanto é difícil escolher um bom filme na Netflix. Não que o catálogo seja ruim ou pequeno. Mas é que no meio de tantas opções e desorganização é difícil encontrar a escolha perfeita. 

Eu, fofa, meiga, a melhor pessoa do mundo que sou, vim com algumas dicas super legais para você poder aproveitar a vida fazendo outra coisa que não escolhendo algo para assistir. 

Bora lá? 

Tudo está indo muito bem para Adrian Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve a criança perfeita, e sua amante está bem com o caso dos dois escondido. Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Pior, o quarto é trancado por dentro e não tem nenhuma maneira de entrar ou sair. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior.

Confesso a vocês que sou apaixonada pelo Casas, então quando eu vi esse filme na lista de filmes de suspense eu me joguei. E que bela escolha que fiz. Sabe aquele filme que você termina e diz "quê?", mas quando as peças vão se encaixando na sua cabeça, você percebe que as respostas estavam ali o tempo inteiro? Esse é o filme. Com um enredo cheio de reviravoltas e atuações incríveis, "Um contratempo" se tornou a minha indicação carta na manga. Sabe quando você quer indicar um filme para todos os públicos e todas as situações? Esse é o filme. 
Um contratempo foge do clichê investigador durão e muitas cenas de ação. Ele é um suspense que mexe mais com a nossa cabeça, com as muitas possibilidades e versões que uma história pode ter. É aquele ditado. Quem conta um conto... 



Doug (Nick Jonas) é um homem jovem e bonito que está entrando em um jogo perigoso: ele acaba de se envolver com uma mulher casada, e nem imagina onde está se metendo: o marido é um banqueiro muito influente. Logo, uma morte suspeita e uma acusação vão fazer com que as coisas fiquem ainda mais complicadas.

Conselho de amiga: nunca acreditem nas sinopses da Netflix. Elas são as piores possíveis e nunca fazem jus aos filmes. Eu provavelmente não veria esse filme, mas quando vi a capa no catálogo da Netflix achei que o ator era o meu amor, Mario Casas, mas na verdade é o Nick Jonas. Perdoem a minha ignorância, mas os dois são muito parecidos (o Casas é mais velho, mas achei que esse fosse um filme antigo). 
Acho que o título dá um pouco de spoiler, mas ainda assim o filme é muito bacana. Assisti esse logo após olhar o filme acima, então eu estava um pouco mais esperta e não fui totalmente enganada. Mas mesmo assim, fui pega de surpresa em alguns momentos. 
É um suspense mais leve que Um Contratempo, por apresentar personagens mais jovens, mas ao mesmo tempo é um filme com mais ação. E você provavelmente vai roer algumas unhas. 
A única coisa que me incomodou foi a cena final, que se não estou enganada é uma cena pós crédito. Nossa, passei raiva com ela. Mas de resto, é uma ótima opção de filme. 



Um ladrão ataca um casal, terminando por matar a mulher e deixando o homem à beira da morte. Porém, ele sobrevive e a partir de então passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo algo que acontece poucos instantes antes. A partir de então ele parte em uma jornada pessoal a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la.

Amnésia é um filme que tem uma estrutura diferente. São duas narrativas. Uma é narrada de trás para frente nos acontecimentos e a outra é toda em preto e branco e acontece de forma cronológica. É um pouco confuso, mas é uma confusão muito bacana, pois permite que o espectador sinta um pouco o que o personagem sente. Quando uma cena acontece, nós ficamos tão perdidos quanto o personagem principal. Afinal, ele não lembra o que aconteceu antes daquela cena e nós não sabemos também. 
É interessante porque começamos a duvidar de tudo e todos o tempo inteiro. Inclusive, quando chegamos ao final do filme, ainda ficamos em dúvida se aquela era a resolução verdadeira. Tudo é possível, não é mesmo? 



Sei que todos os filmes aqui indicados são do mesmo gênero, mas eu realmente adoro filmes de suspense. Acho que é um gênero que agrada quase todo mundo e cai bem em praticamente todas as situações. Então se você ama suspense, se jogue nessas indicações. E se você não curte, larga de ser trouxa e solte seu lado Scooby Doo hahahha 

Ahhhh, também sei que não falei muitos detalhes sobre as histórias, mas em filmes de suspense, quanto mais você souber, melhor. 

E então é isso, meu povo. Essas são as minhas indicações de hoje. 

Se você tem alguma indicação bem legal, deixe aí nos comentários. E se já assistiu algum desses filmes, me conte o que achou. 

Um beijão e até a próxima! 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Obrigada por existir!


"As coisas andam muito difíceis aqui
Então hoje eu chorei
Achei que precisava de um abraço 
Recebi muitos afagos
Continuei chorando 
Pensei que um doce ajudaria 
Assaltei a geladeira
As lágrimas continuaram a cair 
Me aconselharam dormir
Me afoguei em sonhos, 
mas continuei aos prantos 
Achei que precisava de uma palavra amiga
Ouvi várias
Continuei a chorar 
Então você apareceu... 
Você só apareceu na minha memória é verdade, mas eu sorri mesmo assim
Fazia tanto tempo que você não aparecia
E aos poucos eu fui parando de chorar
Então muito obrigada por me consolar
Você pode pensar que não fez nada, 
mas acredite, você fez muito
Você existiu! 
E então quando lembrei disso, 
eu sorri. 
E tudo ficou um pouquinho mais fácil."

Gislaine Oliveira


Esteja onde estiver, obrigada por ter existido!








domingo, 13 de agosto de 2017

Will e Will - John Green e David Levithan

E aí, povo lindo, como vocês estão? Foram bem de dia dos pais? Parabéns a todos os papais que estão lendo o blog. Eu sei que vocês existem hahahha. 

Bem, mas minha homenagem a vocês termina aqui, pois agora vamos de resenha. 

Bora lá? 

Título: Will e Will 
Autores: John Green e David Levithan
Páginas: 352
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Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em um aventura de épicas proporções. O mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.


 Minha Opinião: Will e Will foi meu primeiro contato com John Green, mas com o David eu já havia tido uma experiência maravilhosa em Todo Dia (RESENHA). Posso dizer que foi uma experiência bacana ler esse livro, mas nem em um milhão de anos ele superaria Todo Dia. Embora confesse a vocês que sempre terei um carinho muito grande por essa história por ela ter me acompanhando em um momento muito triste, mas muito feliz da minha vida. Sei que é confuso, mas é pessoal demais para explicar hahahah 

"A carência nunca é uma boa base para um relacionamento. Tem de ser muito mais que isso."

O livro Will e Will é narrado em primeira pessoa por dois garotos. Em um capítulo, temos a narração de Will Grayson. Logo a seguir, temos a narrativa sob o ponto de vista de Will Grayson. Isso mesmo, você não leu errado e não está louco. Bem, talvez esteja, mas não por esse motivo. É isso mesmo que você leu, são dois Wills. 

De um lado, temos o primeiro Will. Ele é um garoto bastante fechado, mas leva uma vida relativamente comum. Tem um melhor amigo que é o Tiny, o maior garoto mais gay que você respeita. Do outro lado, temos o outro Will. E com certeza é com o qual eu mais me identifiquei e ao mesmo tempo mais senti raiva. Will tem depressão e ele não tem muita certeza do que está fazendo nesse mundo. Will, eu também não sei. Mas Will segue mesmo assim. Pela família, pelos amigos (inexistentes), pelos sonhos que talvez possam aparecer. 

 "está sendo gentil, porque ainda não sabe quem eu sou, o que sou. Nunca retribuirei a gentileza. O melhor que posso fazer é dar a ele razões para desistir."

Mas em uma noite, os dois se encontram. E mesmo que eles não tenham criado um grande laço de amizade, há algo que os mantém unidos. Porque né galera, convenhamos que não é todo o dia que a gente conhece alguém com o nome da gente. 

É um pouco difícil falar sobre o que eu achei desse livro. Ele me incomodou muitas vezes. Os dois Wills são preconceituosos (mesmo um sendo gay e o outro sendo melhor amigo de um gay), ambos são mal educados, arrogantes, fechados e mal humorados. Mas ao mesmo tempo, Will e Will tem uma sutileza para abordar alguns assuntos que me fez gostar muito da história. 

"Agora eu entendo. Eu entendo. As coisas que você mais quer são aquelas que te destroem no final."

David Levithan abordou a depressão de uma forma muito realista. Há um momento da história em que um personagem diz que às vezes se sente deprimido. E o Will que vive com essa doença reflete sobre como é diferente "achar que está deprimido" e realmente ter depressão. É um trecho bem forte, mas necessário. David cê é o cara. 

Embora muitos leitores tenham se incomodado com a narrativa intercalada, eu gostei muito disso. Só me incomodou um pouco o fato de que os capítulos de um deles não tenha letras maiúsculas. Isso mexeu com o meu TOC. Mas não é motivo para não ler a história. 

"Ele é, ao mesmo tempo, a fonte da minha felicidade e a pessoa com quero partilhá-la."


Enfim, eu acho que não é necessário dizer que eu indico esse livro. É uma história simples, mas de uma delicadeza e ao mesmo tempo profundidade que a gente só consegue mergulhar muito tempo depois de ler. 

E por hoje é isso, meu povo. Vou parar por aqui porque a resenha está enormeeeeee. 

Se você já leu, me conte o que achou. E claro, não se esqueça de me contar o que achou da resenha. 

Um beijão e até a próxima!

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