terça-feira, 18 de julho de 2017

Dou-lhes um ano e porque os opostos não se atraem

Olá, meu povo. Tudo bem com vocês? 

Aqui estou eu, novamente para tretar com vocês. Bem, na verdade não exatamente. Não vim com uma treta, mas sim com uma reflexão. 

Partiu? 

Durante o final de semana, assisti ao filme "Dou-lhes um ano" que está disponível na Netflix. 



O filme é uma comédia romântica bem diferente. Ela começa onde a maior parte das histórias do gênero termina: no casamento. 

Josh e Nat se conhecem há apenas 7 meses, mas apesar de todas as suas diferenças (e acreditem em mim, elas não são poucas), eles resolvem se casar. Afinal estão apaixonados e todos esses meses é o suficiente para que ambos saibam que foram feitos um para o outro. SQN. 


Já no casamento o peso das diferenças começa a incomodar. Enquanto Nat pretendia um casamento discreto e tradicional, Josh queria um casamento para dar vídeo para o youtube. Enquanto a família de Josh é animada e amorosa, a família de Nat é fria e tranquila. E a família e amigos de ambos tem a certeza de que esse relacionamento não vai durar muito. 


E afinal, eles estavam certos. Vamos acompanhando os meses do casal e percebemos, juntamente com eles, a grande merda que fizeram. Josh é um escritor iniciante. Sonhador, bêbado, bagunceiro, cheio de crises existenciais. Por outro lado, Nat é uma publicitária bem resolvida, carreira brilhante, uma mulher chique, independente e muito bem resolvida. 
Mas com nove meses de casamento, eles resolvem que é hora de tomar alguma atitude. E mais que isso, eu não vou falar para não dar algum spoiler. Acredito realmente que vocês devam conhecer esse filme, porque ele é realmente encantador. 

                 
Ao terminar o filme, eu fiquei pensando por alguns minutos. Pensando no que tinha acabado de ver. Pensando no que a gente passa a vida inteira acreditando e então resolvi vir aqui e conversar com vocês. 

Eu sei que a gente passa a vida inteira ouvindo que "os opostos se atraem" e não vai ser eu que vou dizer o contrário. Eu sei, eu sei. Eu disse o contrário no título. Mas isso se chama "estratégia para atrair o público alvo". O que eu quero dizer, é que eu acho sim que os opostos se atraem. Mas que é muito difícil fazer disso mais que uma simples atração. Transformar a atração de dois opostos em um relacionamento saudável e feliz é muito complicado. 

Eu sei que às vezes, assim como no filme, a gente está muito apaixonado (ou "apaixonado") e não consegue perceber que as diferenças são enormes. E que um relacionamento assim, não teria chances de ir para a frente. 

Uma amiga da minha irmã faz terapia e a terapeuta disse uma coisa pra ela que virou o nosso mantra "Um relacionamento sempre dá sinais desde o começo". O que acontece é que a gente vai ignorando todos os sinais porque acha que as coisas podem ser diferentes. Porque a gente acha que vai ser forte o bastante e que sempre vai relevar as diferenças. Mas a verdade é que na grande maioria dos casos, a gente não vai relevar. A gente vai brigar por causa daquele motivo. E o parceiro só vai poder dizer "você já me conhecia assim" e a gente não vai poder dizer nada, porque isso é verdade. 

Eu lembro de um cara que eu conheci algum tempo atrás. A gente se entendia muito bem, na cama, na cozinha, no banho e na bagunça. Mas ele era distante, enquanto que eu queria passar o tempo todo abraçada nela. Eu era brincalhona demais, enquanto ele levava tudo a sério. Eu queria discutir a relação o tempo todo, enquanto que para ele, viver bastava. Doeu demais ter que entender que por mais que eu gostasse dele, e por mais que eu soubesse que ele gostava de mim, aquilo não tinha chance de dar certo por mais tempo. 
Eu lembro do dia em que eu dormi na casa dele. Lembro da minha mão fazendo carinho nas costas dele e lembro de como eu queria receber aquele carinho também. E eu lembro que eu chorei sem ele ver. Chorei por pensar que havia uma coisa de errada comigo. Ou então com ele. Mas foi só com o tempo que eu percebi que não havia nada de errado com nenhum de nós. A única coisa que havia de errado era nós dois juntos. 

E perceber isso dói. Dói porque a gente sempre acha que vai ser capaz de relevar. Porque a gente cresce acreditando que o amor supera todas as diferenças.Dói porque a gente aprende que precisa insistir sem parar. Porque se a gente não insistir não é amor. Hoje eu acho que o amor também está presente quando a gente desiste. Desistir também é um ato de amor.

Desistir é amar o bastante para saber que a gente não vai poder fazer a outra pessoa feliz. E ter tanto amor próprio, pra saber que por mais que aquela pessoa seja maravilhosa, ela não é uma pessoa certa pra gente. 

É claro que existem muitos relacionamentos que funcionam mesmo com todas as diferenças. Eu e meu namorado mesmo, somos muito diferentes um do outro. Mas são diferenças com as quais podemos viver. Porém, existem casos, em que as diferenças são grandes demais e ao invés de celebrarmos a presença delas, começamos a enxergá-las como defeitos. E na minha humilde opinião, é aí que está o problema.

Então o que eu acho é que os opostos se atraem sim. Mas para uma relação é preciso mais que uma atração. Um relacionamento não é só feito de sexo e sorrisos. Relacionamento envolve a vida, sonhos e crenças de duas pessoas. Às vezes, as diferenças podem ser relevadas. Às vezes não. Mas no segundo caso, não é falta de amor. Às vezes é só a certeza de que existem muitas outras pessoas no mundo, e com certeza algumas vão se encaixar melhor na nossa vida, sem se sentirem presas ou esmagadas. 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Te comeu, mas não te assumiu

Importante: O texto abaixo pode conter (vai conter) palavras e expressões que podem te causar um certo constrangimento.

E aí, meu povo amado. Tudo bem com vocês? Aqui está tudo ótimo :) Claro, tretar e desconstruir é comigo mesmo ahhahaha e então vai ter textão sim. Mas vamos lá. 

Estava eu, lindamente, passeando pela minha linha do tempo quando vejo uma postagem que dizia o seguinte:

"É só um casal postar no facebook que está em um relacionamento sério que as putiane tudo já reagem com 'hahaha'. Essas aí são as que foram comida e não foram assumidas." 

Ver isso foi como acionar o botãozinho treta né? 

Não, eu não chamei a mina pra conversar e dar umas aulinhas. Talvez eu devesse ter feito isso, mas às vezes a preguiça fala mais alto. E eu preferi vir aqui e falar pras mina tudo do que ir no inbox de cada uma falar que sexo é pra ter prazer, não pra arrumar namorado. 

Então vamos lá. 

O negócio todo já começa errado quando a postagem chama as mina de putiane. Putiane porquê? Por que fuderam? Por que transam com quem quiser? Por que são solteiras e transam? Por que transam com vários caras? Bem, show! 'Samo' tudo putiane mesmo. Mas beeeeem putiane. Putiane valendo. Putiane forte. Miga, venha para o lado putiane você também. Fuder é mó legal, cê vai ver só. 

Mas então, gente. A verdade é que as minas podem fazer o que elas quiserem. A pepeca é delas. 

Daí vamos para a segunda parte da treta. 

"Essas aí são as que foram comidas e não foram assumidas."

Ô amiga, eu sou feminista, luto mó lado da mulherada, mas assim fica difícil te defender, mulher.

Mas tudo bem. Eu sei que você foi criada por essa sociedade escrota, então eu vou te explicar. 

Miga, nem todo mundo quer namorar com todo mundo que transa. Tem mina que tem outros interesses. Tem mina que quer ficar solteira. Tem mina que não gostou da foda e não quer repetir. Deusolivre ter que namorar o traste. Tem mina que gostou da foda, mas não quer namorar, só a piroca tá bom pra ela.

Tudo bem você achar que seu namorado é um deus, mas já parou pra pensar que nem toda mulher acha isso? Já parou pra pensar que talvez não tenha sido ele que não assumiu ela, mas sim ela que não assumiu ele? ;) 
Já passou por essa sua cabecinha linda que ele pode ter pedido a 'putiane' em namoro?   

E assim né, as minas querem é que um Rodrigo Hilbert da vida assumam elas. Do seu namorado, talvez elas só queiram sumir mesmo. 

Não é vergonha nenhuma a foda não ter virado namoro. Já disse e repito: algumas pessoas trepam pra gozar, não pra arrumar namorado. Ninguém deveria ter vergonha numa situação dessas, mas se fosse pra alguém se 'envergonhar' que fosse você que pegou piroca usada. Mas não, cê não precisa se envergonhar. Lavou tá novo e é isso aí. 

Tudo bem. As mana não precisavam ter reagido com hahahah. Mas cê já pensou que para elas, a palhaça pode ser você? Para elas, talvez você é que tenha feito um mau negócio. Ok. Ainda assim elas não precisavam ter feito isso. Concordo. Mas daí chamar a coleguinha, que dividiu a salsicha, de putiane e de invejosa... Daí não dá, colega. 

Então seguinte. Seja feliz com seu namoro. Que bom que vocês entraram em um acordo e que os dois queriam a mesma coisa. Só não ache que toda mulher procura a mesma coisa (ou a mesma pessoa).

A sociedade já é machista o bastante e tenta definir a todo momento o comportamento que devemos ter, como devemos nos relacionar e o que devemos querer. A gente não precisa dar mais apoio ainda brigando por macho. 



Gislaine Oliveira trepa só pra gozar mesmo. Pra arrumar um namorado, talvez ela fizesse um strogonoff, ou não, já que é péssima cozinheira. 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Homem- Aranha: De volta ao lar

Oi, galera! 

E aí, meu povo amado. Tudo bem com vocês? Saí do cinema hoje de madrugada com a certeza de que precisaria vir aqui correndo contar para vocês sobre esse filme. Não estou sabendo lidar e quem sabe dividir com vocês me ajude hahahha 

Eu cresci vendo Tobey Maguire no papel de Homem-Aranha. Cresci com o pensamento de que o mocinho lá era o perfeito Peter Parker. Então quando um novo ator foi escalado e uma nova história foi anunciada, eu revirei os olhos, confesso. 

Mas foi só o trailer do filme sair que eu já comecei a contagem regressiva para poder assistir esse filme no cinema. 

                       

Ok! Eu serei bem sincera e direi a verdade a vocês. O que me fez realmente ficar na contagem regressiva foi a vontade de ver mais do meu amor, Homem de Ferro, nas telonas. Mas o trailer também está fantástico e eu iria querer assistir de qualquer forma. 


Mas Homem-Aranha: De volta ao lar me surpreendeu de uma forma muito positiva. O trailer é bastante tenso e tem pouco alívio cômico. Mas o filme apesar de conter muitas cenas de ação, está recheado de piadinhas e tiradas inteligentes. Sei que muita gente estava com medo de que Tony Stark aparecesse demais no filme e roubasse a cena. Isso acontece? Não exatamente! É bem verdade que para mim, que basta ouvir o nome Tony para começar a me contorcer de prazer, isso aconteceu às vezes hahaha. Mas para as pessoas comuns, Stark faz às vezes do papel do tio de Peter. Afinal PP é um adolescente de 15 anos. Obviamente, ele não seria um herói que faria tudo sozinho. 

Tom está perfeito no papel de Peter Parker/ Homem-Aranha. Qualquer crítica negativa que possa ser feita a sua interpretação será injusta. Eu não acompanho os quadrinhos, mas conversei com vários fãs que afirmaram que de fato, Tom é a mistura perfeita do adolescente nerd e do herói brincalhão. 

A história, apesar de muito diferente da já conhecida nos cinemas, está ótima. Tem um enredo simples, mas bem amarrado. Um vilão convincente, com a sua motivação bem definida e que realmente nos faz acreditar nela. 
A vida de Peter Parker também é bem convincente. Peter é um adolescente comum e um tanto esquisito. Há bullying acontecendo, mas nada daquele clichê que conhecemos "garoto forte e popular X garoto esquisito e nerd". É algo mais sutil e muito mais real. Além disso, há bastante diversidade no filme, algo que me agradou bastante. 
Há poucos furos de roteiro. Sendo sincera, eu vi apenas um, mas posso ter deixado outros passarem despercebidos. 

Depois de tudo isso, é até desnecessário dizer que eu mega indico o filme. Mas é preciso que você vá assistir com o coração e a mente abertos. Homem-Aranha: De volta ao lar não é um filme sério, recheado de ação e sangue. É uma história simples, que cativa, que arranca risadas e até algumas lágrimas (porque nós somos desses). 
Este filme tem uma proposta diferente. Uma linguagem jovem, com um protagonista mais jovem ainda. Um filme que com certeza conversa muito bem com a nova geração de fãs que estão chegando. Mas cá, entre nós, funciona muito bem com a galerinha mais velha  também. 


E por hoje é isso, pessoal. Espero que vocês tenham curtido a postagem e que possam conferir esse filme nas telonas. O novinho tá sensacional hahahahha 


Um beijão e até a próxima! 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Sorteio

Olá, meu povo amado.
Cantinho Cult completou 2 anos, e para comemorar, organizamos um super sorteio! O Cantinho Cult se juntou a outros 39 blogs, autores e editoras, para fazer esse sorteio para vocês e dividir a alegria dessa data tão especial. São ao todo 40 livros, muitos marcadores e um Kit Blogueiro exclusivo com Layout Personalizado (a escolha do ganhador), arte de marcador, capa para as redes sociais e um mídia kit exclusivo! Vamos então ao que interessa?

sábado, 8 de julho de 2017

A geração que é cheia de contatinhos, mas que não tem contato com ninguém


Olá para você que está lendo esse texto. Olá para você que veio aqui porque já acompanha o blog. Olá para você que surgiu aqui do nada. Olá! 

Para quantas pessoas eu dei o meu olá? Para muitas. Para quantas pessoas eu dei olá pessoalmente hoje? Para uma. 

Acho que é mal de escritor ficar observando tudo a volta. As pessoas, as situações, os sons... e tudo o que nos rodeia. Metade das observações que fazemos não dá em nada, é verdade. Mas algumas dão. E é sobre uma coisa que venho observando há um certo tempo que vou falar. 

Dia desses, estava eu, com um amigo, quando eu vejo que ele começou a selecionar as conversas no whattsapp. Curiosa que sou, fiquei observando aquilo. Selecionou a conversa da Ana, da Paula, da Bianca, da Camila... e até então eu não tinha percebido o que as conversas tinham em comum... e ele continuou selecionando. Selecionou a conversa com a Lara, com a Maria... a conversa com o Pedro ele não selecionou, com o João também não... mas selecionou a conversa com a Denise, com a Débora e com a Patrícia. Então apagou todas essas que estavam selecionadas. E foi só aí (anta que sou) que entendi o que ele estava fazendo. Apagando as conversas dos seus contatinhos. Talvez no dia seguinte ele fosse encontrar um daqueles contatos e não queria que ela soubesse que não era a única. Ou talvez apenas apagou porque aquelas conversas não significavam nada para ele. E eu definitivamente, não sei qual das opções é a pior. 

Metida e escritora que sou, pedi explicação da situação. "Ah, eu converso com as minas né. Trovo elas." 

Looooooooonge de mim criticar a atitude do meu amigo. Longe de mim, criticar a atitude de qualquer pessoa. Mas aquilo tudo ficou martelando na minha cabeça por dias sem fim. 

Quantas daquelas pessoas ele realmente conhecia? A Ana, talvez? É, na Ana ele deu um beijo. Mas um beijo revela muita coisa? Hum... E a Patrícia? Ah, sim. A Patrícia ele conheceu numa festa. Nunca ficaram, mas trocaram telefones. E tem claro, a Camila. Quem é Camila mesmo? Lembrei, lembrei. É uma moça que ele conheceu pelo facebook. Nunca viu ao vivo, mas conversam de vez em quando. 

Quais daquelas garotas ele realmente tinha contato? Cheio dos contatinhos, mas sem contato com ninguém. Talvez seja nesse ponto que chegamos. Quantas daquelas ele poderia chamar para conversar pessoalmente? Trocar alguma saliva? Fazer algum barulho? Talvez todas. É, pode ser. Mas com qual delas ele poderia contar caso precisasse? Para qual ligaria se precisasse de um favor? Para quem ele pediria o ombro se precisasse desabar? Cheio de contatinhos, mas sem o contato de ninguém. 

Eu sempre fui uma pessoa que me envolvi muito fácil. E por envolver, não estou falando, em querer namorar. Estou falando em se envolver com a pessoa, de querer conhecer, de querer saber sobre ela, sobre quem era a pessoa que estava ali, do meu lado. E não tem nada de romântico nisso. Ou talvez tenha, mas não é o propósito. Mas eu gosto de conhecer as pessoas de verdade. Talvez por causa da profissão, pode ser. Mas mais do que isso.

É estranho para mim, a visão de tantas pessoas "conversando" sem realmente conversar. Trocando diálogos monossilábicos, trocando fotos, mas sem trocar ideias. Sem discutir sobre a teoria da criação do universo, sobre qual é a melhor DC ou Marvel, sobre quem ganhará o Brasileirão. É impensável para mim, ter uma lista de contatos que eu sei apenas o nome. Não posso conversar com uma pessoa sem saber se ela prefere cerveja ou vinho, churrasco ou lasanha. Impensável pra mim, conversar com alguém sem saber se essa pessoa acha que foi golpe ou não, se votaria em Lula, Bolsonaro ou se fugiria do país, se é a favor ou contra o aborto. 

Mas a lista... aquela lista de contatos que não sai da minha cabeça. Aquela lista de conversas que foi apagada assim, sem pensar. Logo na minha frente, que releio as conversas e ouço os áudios tantas vezes sem parar. Aquela lista de contatos que poderia ser apagada do celular. E da memória também. Não há ninguém ali realmente importante. São apenas números. Não há sequer um daqueles números que ele saiba de cor. Sabe o número dos amigos, dos pais, do lanche da esquina, mas não sabe o número de nenhum dos contatinhos. 

A geração que é cheia dos contatinhos, mas não tem contato com ninguém é a geração que tem medo de se envolver. E vejam bem que eu nem disse medo de compromisso. Disse medo de se envolver, o que são coisas bem diferentes. Dá pra ter envolvimento sem compromisso. Sem mudar status. Sem cobranças. Dá pra ter envolvimento com mais de uma pessoa. Dá pra ser casual, sem ser impessoal.

Mas é um medo tão grande de se envolver que as pessoas se cercam de regras. Não pode ligar no dia seguinte, não pode mandar mensagem de bom dia, não pode dormir de conchinha, não pode tomar banho juntos, não pode ir no cinema, nada de andar de mãos dadas. Criam um círculo de proteção. Mas proteção do quê? 

Não que a gente deva ligar para todo mundo no dia seguinte. Ainda mais se aquele orgasmo foi puro fingimento. Mas se conhecer a pessoa foi bacana, porque deuses, a gente deveria apenas deixá-la ali, naquela lista de contatinhos? Por que é que não podemos marcar um próximo encontro? Por que é que não podemos conversar além de bom dia/boa tarde/boa noite? 

E não, isso não significa que devemos namorar com a pessoa. Apenas se ambos quiserem, daí claro, é outra história. 

Escrevendo aqui, acabei de lembrar de uma coisa. Um tempo atrás, esse meu amigo havia dito que queria sossegar. Achar uma garota legal, começar a namorar. Pela lista de conversas apagadas, podemos chegar a conclusão de que falta de opção não é. Transudo ele é. Trovador idem. Mas como ele poderia namorar qualquer uma da lista de contatinhos, se não tem contato com nenhuma delas? Se ele nem sabe qual daquelas gosta de flores e qual prefere chocolates. Como é que ele poderia namorar, se toda vez que conhece alguém, já adiciona naquela lista de contatinhos? Como poderia namorar, se ele nem ao menos se permite conhecer alguém? E se não permite que ninguém o conheça? 

Talvez na ânsia de aumentar sua lista de contatinhos, ele tenha perdido o contato que ele realmente queria. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Kitty - Elle S.

Olá, meu povo lindo. Tudo bem com vocês? Hoje estou aqui para trazer a resenha de um livro muito amorzinho e que eu estava ansiosa para ler desde que foi lançado. Finalmente consegui conhecer essa história e hoje estou aqui para contar tudo sobre ela.

Vamos lá?

Título: Kitty
Autora: Elle S. 
Páginas: 295
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Skoob
Sinopse: Kitty é uma gata sarcástica e cheia de mistérios que aprendeu a viver nas ruas há mais de quatrocentos anos. Independente e esperta, ela foge de qualquer contato humano, já que deixar-se ser adotada é o seu pior pesadelo. O grande medo dessa felina é que alguém desperte dentro dela o seu maior segredo. 
Vivendo nos becos da cidade de São Paulo, Kitty conquista o coração de Eduardo e, contra sua vontade, vira um animal de estimação. Tudo o que essa gata não queria que acontecesse.
Entre as diversas tentativas de fuga, ela se vê cercada de afeto e carinho pelo seu novo dono e começa a ser cativada. Então, é Eduardo, seu dono ruivo e charmoso, que desperta o que Kitty tem de pior. Quando ele deseja que sua amada amiga de estimação seja mais do que ela realmente é, a gata precisa correr contra seu próprio instinto.
Ser quem ela foi condenada a ser, ou viver como quem ela verdadeiramente é? Dividida entre duas espécies, Kitty precisa decidir o destino de sua vida para viver um grande romance.



Minha opinião: Não é segredo para ninguém que eu sou a loka dos gatos. Então quando vi esse livro sendo lançado pela editora Arwen (isso tem um tempinho já), não pensei duas vezes e adicionei ele na minha lista. Mas todo mundo sabe que lista de leituras são difíceis de administrar. Então só agora consegui fazer essa leitura e embora tenha gostado muito e desejado ter conhecido antes acho que essa história veio em um bom momento.

Kitty é uma gata de rua. Mas não é uma gata qualquer. Na verdade, Kitty é uma gata de 400 anos. Uma gata imortal. E mais do que isso, Kitty na verdade é uma linda mulher que foi amaldiçoada a passar sua vida eterna na forma de um felino.

Não posso dizer que ela estava feliz com essa vida. Mas já estava acostumada. Passava os dias e noites vagando e comendo os restos dos restaurantes.

Porém, em uma noite, um jovem bêbado e choroso a encontra. E ele tem certeza de que achou a bichinha por algum motivo. Mesmo com todas os arranhões e gritos que Kitty lhe direciona, ele a leva para casa. Kitty não queria ser adotada. Não queria ser domesticada. E menos ainda, queria ficar apaixonada.

Isso mesmo. O lado humano de Kitty se apaixona pelo jovem. E por mais que Kitty saiba que esse amor não deveria existir e dificilmente poderia ser recíproco, ela desiste de fugir e resolve ficar na vida do bêbado de coração partido.

Não sei se foi a intenção da autora, mas a proposta de Kitty me lembra bastante A Bela e a Fera. Com a diferença de que quem aprisiona (adota) é o Belo e não a ferinha hhahhaha

Kitty é uma história que te envolve facilmente. Quando você vê, você já está envolvido no drama dessa gatinha e desse amor platônico. Você está torcendo por ela, chorando junto com ela e rindo com ela. Não importa o quão cético você seja, essa história vai te levar a acreditar na magia. Na magia da vida, na magia da amizade e na magia do amor.



Talvez mais ainda do que uma história de amor, Kitty é uma história sobre amizade. Nossa pequena gatinha faz dois amigos incríveis nessa sua jornada. Um humano e um gato. E é com o apoio dessas amizades que ela consegue sobreviver a todas as decepções que um amor pode nos causar.

Além da emoção por causa do amor presente na história, esse livro tem uma pegada cômica que vai te fazer dar muitas gargalhadas. O livro é narrado pela sarcástica Kitty, então podem se preparar para muitas risadas. Quando o cara que a adota resolve que ela precisa de um namorado... Vocês não imaginam o quanto eu ri. Sem falar que há um quase triângulo amoroso realmente inusitado. Afinal, Kitty é humana. Mas também é uma gata. Já deu para entender onde quero chegar né? hahahha

Infelizmente, nem tudo é maravilhoso nesse livro. A proposta é ótima, a escrita da autora é maravilhosa e a história envolve. Tudo isso eu já falei. O que eu não disse ainda é que em alguns momentos, a autora perde a mão e na minha opinião, algumas cenas se tornam machistas e cruéis. Kitty que era tão decidida, irreverente e independente se torna submissa. Aceita e aprova a submissão. E até mesmo os seus amigos erram em alguns momentos fazendo com ela o que bem entenderem. São cenas levemente sutis e que podem passar despercebidas por muitos leitores. Mas eu percebi. Me incomodei e me sinto na obrigação de contar isso a vocês.

Mas independente disso, eu indico sim a leitura do livro. Kitty é uma história leve, mágica e divertida, do jeitinho que o amor, as amizades e a vida deveriam ser.



E por hoje eu vou me despedindo porque a resenha está enoooooorme. Mas me contem, alguém aqui já leu? Concordam? Discordam? Me contem!!!!


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Um beijão e até a próxima!


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Você nunca apareceu



“Quantas vezes você veio atrás de mim? Perdi as contas.
Toda vez era a mesma coisa. A gente discutia, ou então ficávamos tímidos, sem ter o que falar e então eu ia embora.
Assim que eu chegava à esquina, ouvia seus passos atrás de mim.
Não que eu quisesse te deixar para trás. Essa nunca foi minha intenção. 
Sempre quis estar ao seu lado. Mas era reconfortante saber que você estava ali, disposto a caminhar um pouco mais rápido ou mesmo correr para me encontrar.
Por isso, naquele dia em que eu sai da sua casa, fiquei esperando. Desacelerei os passos, afinal você podia estar um pouco mais lento. Parei na esquina e esperei. Mas você nunca apareceu. ” Gislaine Oliveira